Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Acervo Elias Boaventura e a Teologia da Libertação


A foto abaixo mostra o acervo em fase de catalogação pelo Centro Cultural Martha Watts.



Boaventura foi reitor da UNIMEP entre os anos de 1978 a 1986, era doutor em educação pela Universidade Estadual de Campinas e veio a falecer no ano de 2012. Sua gestão, ocorreu durante o período da ditadura militar e ficou marcada pela defesa da democracia, como pode ser conferido neste link:

O acervo possui um vasto número de livros dos mais diversos assuntos, no qual pode-se destacar o material ligado à educação, filosofia, política e religião.
Deste último, destaca-se a quantidade de livros ligados a teologia da libertação, teologia de linha marxista que ganhou força em meados dos anos 80, com ênfase na justiça social e crítica ao sistema capitalista. Esta linha teológica tem como seus principais representantes o Frei Leonardo Boff e Frei Betto, este último chegou a palestrar na UNIMEP durante a gestão de Boaventura.

Abaixo, alguns dos exemplares sobre Teologia da Libertação que se encontram no acervo e que já estão cadastrados no sistema de biblioteca da UNIMEP.



Da Libertação – o teológico das libertações sócio históricas.  Leonardo Boff / Clodovis Boff
Pelas trilhas do mundo, o caminho do reino. Júlio de Santa Ana
A igreja eletrônica e seu impacto na América Latina. Hugo Assmann
A Libertação do oprimido no antigo testamento. A. Rebré


Adriano Zaulkauskas, aluno do oitavo semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Elias Boaventura.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Tentativa de Venda de Tijolos a Câmara Municipal Termina em Fraude



No dia 11 de Março de 1896, Pedro Guimarães foi detido em flagrante por tentar vender 20.000 tijolos de uma olaria que não lhe pertencia.

Pedro Guimarães, que tentava se passar por dono da olaria de Felipe Diehl foi pego em flagrante e levado até a delegacia pelo próprio oleiro e seu amigo Fernando Febeliano da Costa.

Após o julgamento ficou provado que Guimarães tentara vender vinte milheiros de tijolos à Câmara Municipal de Piracicaba ao valor de 50.000 réis cada um.
Pego em flagrante antes da compra ser efetuada, a pena aplicada a Pedro Guimarães se atenuou. Dessa forma, foi condenado por crime de estelionato, combinado com os Arts. 13 e 63, que asseguravam ser crime a tentativa frustrada do mesmo.




Guilherme Erler Pedrozo, aluno do 2º semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo do FÓRUM.


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Golpes ocorridos na década de 60 - Revista Fatos e Fotos


Em matéria publicada pela revista Fatos & Fotos, em 16 de Julho de 1966 na cidade de Brasília, encontramos uma reportagem importante para o período, se pensarmos que o Brasil estava em plena ditadura militar, é de se estranhar esse tipo de tema abordado e ainda mais as críticas ao regime ditatorial.


O artigo destaca 50 golpes ocorridos em todo o mundo. Enfatizando que todos ocorreram em países de ‘’3° mundo’’ e todos no hemisfério sul, coloca também que a cada 10 países 9 foram dados por forças militares. Como em um tutorial, a matéria demonstra quais os passos foram trilhados pelos golpistas para que, com êxito e sem o uso de “muita força”, se tome de assalto um governo eleito democraticamente.
                 
              ‘’ Golpes são mais freqüentes nos países de estrutura econômica frágil ‘’

Neste ponto fica clara a crítica ao regime ditatorial brasileiro do período. Utilizando a palavra GOLPE, sendo que a palavra utilizada por parte dos militares e seus aliados (e por maior parte da mídia) era REVOLUÇÃO.


Maycon Costa, aluno do segundo semestre do curso de História da UNIMEP.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Processo crime de 1857 e a escravidão em Piracicaba


Em 1857, André, escravo de Antonio Francisco, matou João com golpes de pilão, e deixou gravemente ferido Luís. Tanto João quanto Luis eram também escravos da mesma fazenda.

No processo, a história é contada da seguinte forma: no meio da noite, André foi até a senzala onde João dormia e “esmagou” (no próprio processo os oficiais de justiça usam esse termo) a cabeça dele com o pilão. Em seguida, André foi até a outra senzala e desferiu 3 golpes com o mesmo pilão na cabeça de Luis. Este, porém, acordou rapidamente e conseguiu se salvar, gritando por ajuda. Depois de toda a confusão foi encontrada a arma do crime, o pilão, cheio de sangue, jogado dentro da senzala.


No decorrer do processo muitas pessoas testemunharam e explicaram suas versões do ocorrido. Alguns indicavam que André tinha algumas desavenças com João. Ao ser questionado, Luis, explicou que não sabia por que tinha sido atacado por André, que eram, inclusive, amigos. 
O processo correu por alguns anos até que decidiram por condenar André a 200 açoites.



Aqui no Espaço Memória temos mais de 13 mil processos crimes que datam de 1801 até 1946. Para pesquisas prévias é só acessar o  Site do Espaço Memória Piracicabana . Nele temos o arquivo em PDF do acervo do Fórum catalogado.


Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo do Fórum.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Exército Alemão


No ano de 1954 a Revista Manchete dava ênfase a uma reunião que acontecia na França, onde se discutia e temia a volta do exército alemão. 

A volta da Werhmarcht (exército alemão) não era bem vista nem na própria Alemanha, ainda receosa dos últimos 40 anos onde se envolveu em duas guerras. No lado Oriental já existia um núcleo militar, chamado de “Polícia da fronteira” que tinha um contingente de 10.000 homens, com a única missão de proteger o governo de Bonn (cidade alemã), seus dirigentes eram ex oficias da Werhmarcht. O grande temor do mundo se passava no armazenamento de armas no lado oriental da Alemanha.

Os países da Comunidade Europeia de Defesa acreditavam que os alemães já se preparavam para outra guerra, já que muito do que se ouvia dos jovens era um parecer favorável a Hitler.

A Revista Manchete faz parte do acervo João Chiarini e se encontra para pesquisa aqui no Centro Cultural Martha Watts.





Fábio Barros Martins, aluno do 4° semestre do curso de Publicidade e Propaganda da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Em Amsterdã, o impulso aos jogos e às mulheres


De 17 de maio a 12 de agosto de 1928, ocorreu em Amsterdã (Holanda) a nona edição da era moderna dos jogos olímpicos com 46 países participando dos jogos (o Brasil ficou de fora devido  uma forte crise econômica).

            No futebol masculino, o Uruguai foi o destaque da competição, seguido pela Argentina.

      O marco mais importante das olimpíadas de Amsterdã não foi nenhum recorde ou surgimento de um mito, mas sim o espaço conquistado pelas mulheres,  que pela primeira vez participaram da modalidade “atletismo”.

Sobre o assunto, a Gazeta Esportiva de 19 de junho de 1996 afirma “Historicamente, o fato mais relevante dos jogos de Amsterdã foi a valorização da mulher como atleta. Esta participação feminina foi considerada uma conquista do Comitê Olímpico da Inglaterra, com o apoio de movimentos feministas da época.”

Confira abaixo o quadro de medalhas e uma tabela com alguns dados desta Olimpíada.




Adriano Zaulkauskas, aluno do oitavo semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Brasil volta a ganhar medalhas em Olimpíadas


Em 1920 o Brasil participou das olimpíadas em Antuérpia na Bélgica. A delegação era composta de 22 atletas, sendo todos homens.  Eles conquistaram, na ocasião, três medalhas no tiro desportivo, sendo ouro, prata e bronze.

Já no ano de 1932, em Los Angeles, nos Estados Unidos, a delegação brasileira enviou para os jogos a paulista Maria Lenk. Nadadora, ela se torna a primeira mulher brasileira nos jogos.

Nos jogos olímpicos do pós-guerra, em Londres, em 1948, o Brasil volta a ganhar medalhas após um jejum de 28 anos sem nenhuma vitória. Desde então não saiu do quadro de medalhas nos jogos de verão.  O jornal O Diário, relata esse fato no dia 15 de Agosto de 1948, um dia após o final das competições. A equipe de cestobol (basquete) fez uma magnífica campanha ganhando a primeira partida contra a Hungria logo na abertura. Posteriormente garantiu a medalha de bronze sobre o México, ficando atrás da França (prata) e dos Estados Unidos (ouro).

  Maycon costa, aluno do 2º semestre do curso de História da Unimep.
  Pesquisa realizada no acervo O Diário.