Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Fan-Cine


Nem só de futebol o acervo do Rocha é feito. É de conhecimento geral que Rocha Netto era fã de cinema, em especial filmes de faroeste. Ao longo dos anos colecionou material cinematográfico como revistas, fotos. Uma das revistas que pode ser encontrada em seu acervo é a Fan-Cine.



A revista tratava de curiosidades do cinema, biografias de atrizes e atores, trilhas sonoras, HQ´s.




Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Frou-Frou: De homens para mulheres


O acervo Rocha Netto possuí várias preciosidades, porém, estas não são exclusivamente sobre esportes. Vasculhando as prateleiras podemos encontrar raridades como três exemplares da revista Frou-Frou entre outros veículos com conteúdos que passeiam entre o cinema, Tv, rádio e literatura.

A Frou-Frou inicia suas publicações em meados de 1908 sendo, desde o princípio, uma produção voltada para o público feminino. Os exemplares que se encontram no Espaço Memória Piracicabana são edições do Rio de Janeiro e datam de 1923, 25 e 29, porém há registros de atividades da revista em outras cidades. As primeiras edições que podemos encontrar são produções de uma redação localizada em Recife, capital pernambucana.


Engana-se quem pensa que essa publicação dos anos 20 se assemelha com as revistas femininas atuais. Onde hoje encontramos fofocas e diretrizes de estilo de vida, a Frou-Frou trazia matérias sobre cinema, esportes femininos, balanços econômicos, bastidores de grandes produções cinematográficas e inclusive a programação teatral mensal da cidade do Rio. Além disso, a revista mantinha uma diferenciada coluna social onde publicava fotos de eventos ou pontos turísticos da cidade e uma editoria intitulada “No mundo artístico” que era dedicada a falar sobre a arte da fotografia e as novas técnicas que vinham sendo descobertas.


As charmosas capas e a tipografia chamativa dos títulos das matérias era o que diferenciava a Frou-Frou das demais revistas de sua época. Outro ponto característico dela era o grande número de crônicas publicadas e em meio a estas, diversos anúncios voltados para o público feminino da época que iam desde móveis, cadernetas de poupança e eletrodomésticos até lojas de artigos infantis e loções para o cabelo.


O número avulso da revista custava entre 3000 e 2500 réis e tinha em média 38 páginas, contando com a capa e o verso. É interessante nos atentarmos também para o fato de que a Frou-Frou era uma revista que visava atingir o público feminino, mais especificamente esposas, porém ela era idealizada e dirigida por homens.
Embora a Frou-Frou fizesse parte da categoria de periódicos de cinema e teatro, ela era muito mais um simples informativo de estreias do que uma publicação de debates e críticas.



Sttefanie Erescov, aluna do quinto semestre de jornalismo da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.


terça-feira, 2 de maio de 2017

Primórdios do cinema Piracicabano

Durante esse mês de abril separamos alguns artigos - publicados na página do Centro Cultural no Facebook *- sobre a cidade de Piracicaba e muitas informações curiosas foram encontradas.

Dando continuação a última publicação, vamos falar mais um pouco sobre os primórdios do cinema na cidade.

“Foi o Santo Estevão, o velho casarão da Praça José Bonifácio demolido há anos, o nosso primeiro cinema permanente. O cinema funcionou de início com a denominação do próprio teatro, mas em janeiro de 1910 passou a ser chamado “Theatro Cinema”. A historia dessa primeira casa estável de espetáculos cinematográficos parece estar ligada, surpreendetemente, à... Santa Casa de Misericórdia local. Com efeito, o Jornal de Piracicaba de 1908, publica que uma comissão de mesários da Santa Casa mandaria vir “um apparelho cinematographico para com elle dar espetáculos em beneficio de obras que se projectam construir no prédio daquella casa de caridade.” Tal aparelho aqui chegou em dezembro do mesmo ano. Tratava-se, segundo o “Jornal”, de um “Pathé Freres, que projecta com nitidez as fitas, sem causar o menor incomodo para o espectador... A coleção de vistas é muito variada e escolhida, havendo diversas coloridas”. Dado o seu caráter beneficente , o aparelho foi denominado “Cinematographico Charitas” e sua primeira projeção publica ocorreu a 5 de dezembro de 1908.” (Jornal de Piracicaba, 1961)

O segundo cinema de Piracicaba, que fazia concorrência com o Santo Estevão, foi o Bijou Theatre.

“Os preços para a sessão de estreia do Bijou, realizada às 21 horas, eram: camarotes 5$, cadeiras 1$ e geral 500 reis. E o cinema do Santo Estevão, para enfrentar a concorrência, passava a anunciar, nos intervalos, execuções das modinhas em voga, a cargo da Banda Carlos Gomes, e distribuição de brindes aos frequentadores: relógios de algibeira, despertadores, bonecas ...”

No início do século XX Piracicaba pode assistir as mais importantes produções nacionais e internacionais. Filmes como “O crime da mala”, “O crime da Rua Carioca (os estranguladores Rocca e Carletto)”, filmes baseados em crimes notórios da época, “Façanhas de um louco”, “Velhos Merchantes”, e diversos outros filmes.


Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.

Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Tuffy Neujen e o XV de Piracicaba


O extraordinário arqueiro Tuffy Neujen ( ou Tuffy Nuegen), que jogou no A.A. das Palmeiras e mais tarde defendeu as cores do E.C. Sírio, Santos F.C., Corinthians Paulista e seleções  Paulista e Brasileira, no ano de 1921 defendeu o arco do XV de Novembro em partidas amistosas.

“O primeiro amistoso do XV, contando no seu arco o goleiro Tufy, foi disputado contra o União Agrícola Barbarense, jogo esse efetuado debaixo de forte aguaceiro no campo da rua do Conselho. O alvinegro piracicabano derrotou o seu antagonista pela contagem de 3 tentos a 0, cujos gols foram assinalados por Foguinho (2) e Pereira (1). O arqueiro Tufy, o “rei das munhecadas” como era chamado pela imprensa brasileira, por usar os punhos para rebater as bolas chutadas contra seu arco, fez defesas espetaculares para gáudio dos torcedores da nossa cidade.” Rocha Netto no Livro História do XV de Piracicaba – Vol.1

No dia 23 de outubro, Tufy vestiu mais uma vez a camisa número um do XV de Novembro, desta feita contra o América F.C., de São Roque, em novo amistoso. Como de outras vezes, Tufy fez as suas famaosas munhecadas, arremessando a bola no córrego Itapeva, ao lado do campo do XV.

Tuffy nasceu em Santos, no ano de 1898. Ao longo de sua carreira, foi apelidado de Satanás, pois sempre estava com a barba por fazer e usava também costeletas. Além de jogador, participou de um filme,  juntamente com Friedenreich, Ministrinho e Formiga, que tinha como temática o futebol e foi o primeiro do gênero.

Fonte: Google


Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.


sexta-feira, 27 de março de 2015

Falha Nossa - As maiores gafes do cinema


Quem um dia imaginaria encontrar uma tatuagem na perna de um dinossauro no filme “Jurassic Park”?

“Falha nossa – As maiores gafes do cinema” é um livro de Cesar Kas que apresenta 3 mil erros de filmes campeões de bilheteria e é dividido em 6 categorias, sendo elas: Aventura e Ficção; Comédia e Musical, Desenho e Infantil, Drama e Romance, Guerra e Policial; Terror e Suspense.          

As 356 páginas apresentam a duração, censura, ano, país, distribuidoras, direção, elenco e inúmeros  erros encontrados em filmes.

Em Harry Potter e a Pedra Filosofal, são encontrados 107 erros, um deles é na “cana do trem, a paisagem de fundo é um lago. Harry tira suas moedas do bolso e a tomada vai para o trem no meio de várias árvores. Quando vê-se a paisagem de fundo novamente, ainda é o lago. 
Essa falha acontece várias vezes durante a viagem.”

Essas e outras gafes você encontra nos 117 filmes “espalhados” no livro. Escolha um lugar bem iluminado, confortável, pegue sua pipoca e mergulhe nessa leitura.




Daniela Boaventura, aluna do quinto semestre de jornalismo da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Fotos do acervo RN é exibido em rede nacional


Cinema e esporte eram as paixões do jogador, torcedor e jornalista Rocha Netto. Na “Coluna do Rocha Netto” publicada no Jornal de Piracicaba no dia 23 de novembro de 1995, o jornalista aborda o sucesso da exposição ‘Retrospectiva de Cinema e Esporte’ que, durante 25 dias, levou mais de mil pessoas ao Sesi (Serviço Social da Indústria) de Piracicaba.


“Referida exposição chamou a atenção dos meios de comunicação. A TV Brasil, afiliada ao SBT, colocou no ar, no último sábado, um importante trabalho que foi divulgado por todo o Brasil, no seu horário nobre”, escreveu o colecionador, em que seu acervo (com mais de 95 anos) encontra-se no Espaço Memória Piracicabana, localizado no Centro Cultural Martha Watts.

Ele também afirma que “um minuto após a apresentação do programa, o expositor recebeu telefonemas de todo o Brasil’.


O programa foi editado pelo ‘Aqui Agora’. Estiveram presentes na cidade a equipe formada pela repórter Alessandra Campos, cinegrafista Sérgio Mello, o assistente e operador de VT Márcio Demolin, e o iluminador Francisco Chagas.

Exposição

A mostra ‘Retrospectiva de Cinema e Esporte’ era composta por fotos do acervo de Netto, em destaque a sessão de cinema, com fotos e ‘lobby cards’ que resgatavam cenas de filmes, atores e atrizes da década de 20. Os visitantes encontravam retratos de Charles Chaplin, Gary Cooper, Bette Davis, entre outros.




Reinaldo Diniz, estudante do quinto semestre do curso de Jornalismo da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Posters de filmes antigos


Delphim Ferreira da Rocha Netto possui um dos mais completos acervos de futebol do mundo, porém, futebol não era sua única paixão. Rocha Netto também amava filmes antigos (tema já explorado algumas vezes já aqui no blog) e uma parte do seu acervo é destinada ao cinema, onde podemos encontrar artistas que Rocha admirava, tais como: Greta Garbo, Eddie Polo, Charlie Chaplin e tantos outros artistas famosos.

O acervo Rocha Netto conta com vários filmes antigos em VHS, revistas de cinema, posters e jornais, tudo sobre cinema. Nesta ocasião escolhemos mostrar uma compilação de posters de filmes que vai de 1911 até 1962, com o nome de “50 Years of Movie posters”, publicada por “Hamlyn Group”, em 1973.















Tiago Favaris, aluno do sexto semestre de Sistemas de Informação da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O cinema de Rocha Netto!




Rocha Netto tinha duas grandes paixões: o XV de Piracicaba e o cinema. Quando criança, Rocha recortava fotos de atores e atrizes que saiam em revistas e jornais, prática essa que levou para o resto de sua vida.

Já falamos aqui no blog sobre a coleção de cinema que Rocha Netto possui, mas o que impressiona é ele ter guardado os livros que ele montou quando criança.







Rocha Netto era fã de filmes de faroeste e fascinado pelo ator Eddie Polo.







Certa vez, Rocha disse: "Futebol e cinema nasceram juntos, no mesmo ano. O artista de cinema nunca morre, porque ele sempre será lembrado em filmes."





sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Arte incandescente




Em 1961, o filme Bonequinha de Luxo foi marcado pela cena final: o beijo na chuva de Holly Golightly e Paul Varjak, interpretados por Audrey Hepburn e George Peppard. Esse e outros clássicos beijos da história da sétima arte são sem dúvida alguma de tirar o fôlego e causam nos espectadores uma forte emoção, seguida de abundante descarga de adrenalina na corrente circulatória, cujos efeitos estão perfeitamente comprovados pela experimentação e pela observação clínica. O impacto emocional é real, mas os romances produzidos para as telas do cinema são completamente ensaiados e técnicos.

George Peppard e Audrey Hepburn, em Bonequinha de Luxo. Fonte: Google  Imagens

O acervo Rocha Netto vai muito além de coleções sobre esportes. Como já foi até citado aqui no Blog em publicações anteriores, o jornalista gostava muito de cinema e assim colecionou um material riquíssimo sobre o tema. A revista Fatos e Fotos, edição do dia 5 de junho de 1965 (páginas 42 e 43), publicou uma pequena reportagem para ensinar os beijoqueiros de plantão como dar um beijo cinematográfico.

O beijo hollywoodiano teve um professor: Leon Charles, o mais famoso mestre da “arte de beijar”, que ensinou atrizes como Shirley Mac Laine, Lana Turner, Doris Day, Audrey Hepburn e Sandra Dee. Charles garante: “os homens acham orgulhosamente que não precisam de aulas nesse campo e, na hora do filme, apertam e amassam a moça toda, estragando um ‘take’. É preciso controle muscular e uma correção nos movimentos próxima da perfeição, para evitar, por exemplo, uma desagradável trombada de narizes.”

"O professor de beijo" - Revista F&F/fotos Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).




Jessica Polliani Coracini, aluna do oitavo semestre de jornalismo da UNIMEP.
Pesquisa realizada no Acervo: Rocha Netto


sexta-feira, 8 de março de 2013

As divas do Cinema


Capas de revistas encontradas no acervo Rocha Netto.


Farrah Fawcett, Jane Fonda,Joan Crawford, Doris Nolan, Susan Fleming, Marilyn Monroe, Cheryl Ladd, Sophia Loren, Elizabeth Taylor, Tippi Hendrin entre outras estrelas do cinema estão presentes no acervo do Jornalista Rocha Netto.
Relacionado à sétima arte o arquivo de Rocha Netto contem uma variedade de pôsteres, fotos e revistas tanto nacionais quanto internacionais. O memorialista Rocha Netto declarou em uma entrevista ser grande cinéfilo.
O Espaço Memória Piracicabana, além do acervo Rocha Netto disponibiliza para pesquisa o acervo do jornal O Diário de Piracicaba, o acervo de cultura e folclore João Chiarini, o acervo de genealogia Jair Toledo Veiga e o acervo do Fórum de Piracicaba, que contem processos de 1801 a 1946. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 09h às 17h.


André Medolago, aluno do quinto semestre de Jornalismo da UNIMEP
Pesquisa realizada no Acervo: Rocha Netto

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Cinema no Acervo Rocha Netto

Fred Astaire e Rita Hayworth no filme ao compasso do amor.

Para quem pensa que o acervo Rocha Netto se limita apenas ao futebol, eis um ledo engano.
Um dos maiores acervos particulares sobre futebol também inclui uma quantidade grande de pôsteres, fotos e revistas tanto nacionais quanto internacionais sobre a sétima arte, o cinema. O memorialista Rocha Netto declarou em uma entrevista ser grande cinéfilo.
Astros e estrelas como Mary Astor, Douglas Fairbanks, Charles Chaplin, David Bowie, Richard Gere, Kirk Douglas e Sophia Loren são alguns nomes que se destacam entre  todo o material que ocupa um espaço considerável entre os acervos que pertencem ao Espaço Memória Piracicabana.
O Espaço Memória Piracicabana, além do acervo Rocha Netto  disponibiliza para pesquisa o acervo do jornal O Diário de Piracicaba, o acervo de cultura e folclore João Chiarini, o acervo de genealogia Jair Toledo Veiga e o acervo do Fórum de Piracicaba, que contem processos de 1801 a 1946. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 09h às 17h.




André Medolago, aluno do terceiro semestre de Jornalismo na UNIMEP.
Pesquisa realizada no Acervo: Rocha Netto