Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Processo crime de 1857 e a escravidão em Piracicaba


Em 1857, André, escravo de Antonio Francisco, matou João com golpes de pilão, e deixou gravemente ferido Luís. Tanto João quanto Luis eram também escravos da mesma fazenda.

No processo, a história é contada da seguinte forma: no meio da noite, André foi até a senzala onde João dormia e “esmagou” (no próprio processo os oficiais de justiça usam esse termo) a cabeça dele com o pilão. Em seguida, André foi até a outra senzala e desferiu 3 golpes com o mesmo pilão na cabeça de Luis. Este, porém, acordou rapidamente e conseguiu se salvar, gritando por ajuda. Depois de toda a confusão foi encontrada a arma do crime, o pilão, cheio de sangue, jogado dentro da senzala.


No decorrer do processo muitas pessoas testemunharam e explicaram suas versões do ocorrido. Alguns indicavam que André tinha algumas desavenças com João. Ao ser questionado, Luis, explicou que não sabia por que tinha sido atacado por André, que eram, inclusive, amigos. 
O processo correu por alguns anos até que decidiram por condenar André a 200 açoites.



Aqui no Espaço Memória temos mais de 13 mil processos crimes que datam de 1801 até 1946. Para pesquisas prévias é só acessar o  Site do Espaço Memória Piracicabana . Nele temos o arquivo em PDF do acervo do Fórum catalogado.


Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo do Fórum.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Terrorismo em território Olímpico


No dia 5 de setembro de 1972, durante as olimpíadas de Munique, terroristas invadiram o alojamento dos atletas israelitas, foram horas de terror e tortura. Os terroristas faziam parte da aliança Setembro Negro. Direto do próprio alojamento  olímpico, onde mantinham 9 reféns,  eles transmitiram a primeira exigência: a libertação de 250 presos palestinos. Os negociadores não conseguiram realizar a exigência e tentaram até oferecer dinheiro ao grupo.

Após horas de negociação o governo alemão ofereceu salvo-conduto aos terroristas para que pudessem abandonar o país. De posse do salvo-conduto eles foram conduzidos a um helicóptero, para que fossem levados a uma base da OTAN, juntamente com  os reféns.

Contudo, na base militar, a polícia alemã cercou a área, e iniciou um tiroteio.Os terroristas perceberam que não teriam saída e com isso explodiram uma granada no helicóptero.  No total, 9 reféns e 4 terroristas foram mortos, outros 2 presos pela polícia alemã. Apesar da tragédia,a comissão olímpica resolveu que, mesmo com tudo que havia acontecido, os jogos deveriam continuar.

O COI (Comitê Olímpico) só agora, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, reconheceu o massacre, e haverá uma cerimônia de homenagem aos atletas israelenses.  Os familiares dos reféns mortos em 1972 estarão em solo brasileiro acompanhando a homenagem. Eles lutaram durante 44 anos por esse reconhecimento.






Fábio Barros Martins, aluno do 4º semestre de Publicidade e Propaganda da UNIMEP.

Pesquisa realizada no acervo Diário de Piracicaba.



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O dia que nunca será esquecido pelos piracicabanos


Neste ano, uma das maiores tragédias que abalou Piracicaba (SP), completa 50 anos. A queda do Edifício Luiz de Queiroz, conhecido como COMURBA (Companhia de Melhoramentos Urbanísticos), ficará marcada na memória dos piracicabanos.

Foi no dia cinco de novembro de 1964, pouco depois das 13h30, que iniciou o “sentimento desesperador gerado pela perda de muitas vidas e desaparecimento de entes queridos, que traumatizou dezenas de lares e cobriu a tristeza e abatimento a nossa terra ¨(Jornal “O Diário”). O prédio não desabou por inteiro, foram anos para que o restante fosse retirado.

A Santa Casa de Misericórdia da cidade recebeu os feridos, “aos poucos que haviam escapado com vida”. Em 15 dias foram encontrados mais de 45 corpos.

Solidariedade Humana
A população foi certamente elogiada. Já que após a tragédia “numerosíssimas turmas”  de operários, chegaram para a remoção dos escombros, sendo que, como disse o matutino: “No início o foi somente a mão”.

O que dizia o governador?
O então governador do estado de São Paulo, Adhemar de Barros, compareceu em Piracicaba. A fim de observar “in loco” a situação catastrófica.

“Nós não vamos discutir o episódio lamentável. Não vamos lamentar as mortes. Mas vamos chorá-las. Vamos rezar por elas. Mas vamos providenciar de tal maneira que o restante deste prédio não construa ameaças para a população”, declarou o governador.

O edifício ficava localizado, onde atualmente é a Caixa Econômica Federal e Poupatempo Estadual, na Praça José Bonifácio, centro de Piracicaba. No subsolo ficava o Cine Plaza, um dos cinemas da cidade.
Local atual onde ficava o Comurba. Foto: Reinaldo Diniz


Nesse vídeo estão depoimentos de testemunhas e feridos.


Reinaldo Diniz,  estudante do curso de Jornalismo da Unimep
Pesquisa de texto realizada no acervo do jornal O Diário e fotos do acervo João Chiarini.