Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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terça-feira, 2 de maio de 2017

Primórdios do cinema Piracicabano

Durante esse mês de abril separamos alguns artigos - publicados na página do Centro Cultural no Facebook *- sobre a cidade de Piracicaba e muitas informações curiosas foram encontradas.

Dando continuação a última publicação, vamos falar mais um pouco sobre os primórdios do cinema na cidade.

“Foi o Santo Estevão, o velho casarão da Praça José Bonifácio demolido há anos, o nosso primeiro cinema permanente. O cinema funcionou de início com a denominação do próprio teatro, mas em janeiro de 1910 passou a ser chamado “Theatro Cinema”. A historia dessa primeira casa estável de espetáculos cinematográficos parece estar ligada, surpreendetemente, à... Santa Casa de Misericórdia local. Com efeito, o Jornal de Piracicaba de 1908, publica que uma comissão de mesários da Santa Casa mandaria vir “um apparelho cinematographico para com elle dar espetáculos em beneficio de obras que se projectam construir no prédio daquella casa de caridade.” Tal aparelho aqui chegou em dezembro do mesmo ano. Tratava-se, segundo o “Jornal”, de um “Pathé Freres, que projecta com nitidez as fitas, sem causar o menor incomodo para o espectador... A coleção de vistas é muito variada e escolhida, havendo diversas coloridas”. Dado o seu caráter beneficente , o aparelho foi denominado “Cinematographico Charitas” e sua primeira projeção publica ocorreu a 5 de dezembro de 1908.” (Jornal de Piracicaba, 1961)

O segundo cinema de Piracicaba, que fazia concorrência com o Santo Estevão, foi o Bijou Theatre.

“Os preços para a sessão de estreia do Bijou, realizada às 21 horas, eram: camarotes 5$, cadeiras 1$ e geral 500 reis. E o cinema do Santo Estevão, para enfrentar a concorrência, passava a anunciar, nos intervalos, execuções das modinhas em voga, a cargo da Banda Carlos Gomes, e distribuição de brindes aos frequentadores: relógios de algibeira, despertadores, bonecas ...”

No início do século XX Piracicaba pode assistir as mais importantes produções nacionais e internacionais. Filmes como “O crime da mala”, “O crime da Rua Carioca (os estranguladores Rocca e Carletto)”, filmes baseados em crimes notórios da época, “Façanhas de um louco”, “Velhos Merchantes”, e diversos outros filmes.


Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.

Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

249 anos de Piracicaba!


Hoje Piracicaba comemora 249 anos. Em homenagem, vamos mostrar uma pequena parte do acervo com tema voltado para a cidade. Um dele é “Imagens da memória postal de Piracicaba”.  O projeto para montar o livreto e para a exposição foi feito em parceria com a UNIMEP. A exposição, que foi realizada em novembro de 1990, no Teatro Municipal, foi o resultado de um trabalho de 2 anos  de levantamento de interpretação de signos que constituem a memória da comunidade piracicabana.

“Os postais promovem uma verdadeira educação dos sentidos. (...) Não deve ser estranha, portanto, a conexão entre postais e memória. O papel desempenhado pelas imagens postais se assemelha muito aos princípios da arte da memória como era concebida nos tratados de retórica da antiguidade. Para lembrar era recomendada a construção de espaços, aos quais seriam associados os fatos a serem memorizados. Espaços que poderiam ser ruas de uma cidade, seus monumentos e praças. No momento de evocar os fatos armazenados, bastaria recorrer imaginariamente os lugares, recolhendo-se em cada um deles as imagens ali depositadas. De acordo com tais princípios, então, os cartões postais nos oferecem um mapa da geografia das nossas lembranças. Contemplá-las é uma oportunidade para surpreender imagens, mas para principalmente emoções ali deixadas, algumas ardilosamente ocultadas pelo esquecimento.”

No livreto aparecem dezenas de reproduções de antigos cartões postais da cidade. Ao lado dos postais, frases de moradores da cidade, contando o que a lembrança das imagens permite.








Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa feita no acervo João Chiarini.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Para os italianos a página italiana

Em 6 de janeiro de 1985, o “Diário de Piracicaba” completou 50 anos de atividades. Para comemorar, lançou-se uma edição especial descrevendo diversos acontecimentos e artigos importantes que foram publicados pelo jornal desde sua fundação.



Um dos artigos, “Para os italianos a página italiana”, relatava sobre uma página dedicada aos imigrantes italianos da cidade, que era publicada todo domingo na última página do “O Diário”, de 03 de novembro de 1935 a 12 de abril de 1936. Segundo o jornal, a publicação teria como objetivo informar os imigrantes sobre os acontecimentos envolvendo a Itália em sua língua de origem.


O Espaço Memória possui quase todas as edições do jornal “O Diário”, incluindo o período que a “página italiana” circulou. A imagem a seguir é da edição de 8 de março de 1936, que contou com diversos artigos, entre eles um texto sobre o criador do fascismo e ministro italiano Benito Mussolini, de autoria de Plínio Salgado, líder da Ação Integralista Brasileira.





Adriano Zaulkauskas, aluno do oitavo semestre do curso de História da Unimep.

Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Imagens que contam nossa história



No século passado, com o forte movimento progressista, vimos em nossa cidade muitas mudanças arquitetônicas e urbanas e ,com isso, a transformação(e até a demolição) de muitos prédios da área central de Piracicaba.

Pesquisando no acervo fotográfico de João Chiarini, podemos encontrar muitas imagens de uma Piracicaba antiga, que já não existe mais ou que passou por grandes modificações. Uma dessas grandes mudanças foi a construção da nova Igreja Matriz de Santo Antonio, que teve inicio em 1946, e foi inaugurada em 27 de dezembro de 1950. Como podemos ver na foto a antiga matriz, que possuía apenas uma torre. Acreditava que se a igreja tivesse duas torres seria mais imponente.



A matriz Nossa Senhora da Conceição, de um dos barros mais antigos e conhecidos de Piracicaba, a Vila Rezende, nem sempre foi como a conhecemos.


Um exemplo de prédio histórico que foi demolido sem qualquer razão aparente, foi o Teatro Santo Estevam. Localizado na praça José Bonifácio, construído pelo Barão de Rezende, foi demolido na década de 50. Hoje só podemos ver por essas fotos abaixo como ele era.





É uma pena e muito triste para a cidade e sua história que monumentos de tão grande importância sejam simplesmente derrubados e caiam no esquecimento. 
Essas imagens e muitas outras podem ser vistas no Espaço Memória Piracicabana no Centro Cultural Martha Watts.


Maycon Costa, aluno do 1° semestre do curso de história da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.