Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Miss Brasil e falta da representatividade negra nos concursos


O concurso de beleza mais importante do país, o Miss Brasil, é realizado desde o ano de 1954. Desde então, a cada ano é eleita a próxima beldade brasileira que irá representar a beleza do país pelo mundo. O Miss Brasil 2016, realizado no último dia 30 de setembro, foi um momento histórico, afinal, a vencedora foi a segunda mulher negra a vencer o concurso desde a sua criação, há mais de 60 anos.

Revista Manchete, 1970.

Na revista “Manchete” de 27 de junho de 1970 e na revista “Fatos e Fotos” do dia 2 de julho do mesmo ano, ambas presentes no acervo Rocha Netto, há como fazer uma comparação desse concurso de Miss Brasil com os de hoje em dia. Naquela época, era quase nula a participação de mulheres negras entre as finalistas do concurso. Para se ter uma ideia dessa pouca quantidade, das 27 candidatas que disputaram a coroa este ano (2016), apenas seis candidatas eram negras e esse número é um recorde da história do concurso de Miss Brasil.
Eliane Thompson (foto abaixo), a "mais loura", foi a vencedora do concurso de 1970. Ela representava o estado da Guanabara (atual município do Rio de Janeiro) e foi uma das 15 finalistas do Miss Universo do mesmo ano.



Nas fotos é possível perceber a ausência de mulheres negras entre as candidatas. 

Revista Manchete, 1970.

Revista Fatos e Fotos, 1970.


Thaís Passos, aluna do quarto semestre do curso de Jornalismo da Unimep.

Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Das glorias do Paulistano surgiu o grande São Paulo


O acervo Rocha Neto é um dos maiores acervos históricos dedicado ao esporte no Brasil.  Localizado no Espaço Memória, o acervo possui mais de 50 mil fotos e 30 mil periódicos.
Entre este acervo, podemos encontrar uma encadernação denominada “Memórias de um cronista esportivo” contendo em seu interior páginas de jornais com diversos artigos relacionados a esta coluna. Equipes como XV de Piracicaba e grandes clubes da capital paulista, como São Paulo e Palmeiras, foram lembrados nestas páginas.


Em 25 de Janeiro de 1970, a coluna “Memórias de um cronista esportivo” dedicou duas páginas ao São Paulo F.C, em ocasião da inauguração da parte final do estádio “Cicero Pompeu de Toledo” (Morumbi) que ocorreu nesta data.



Intitulado “Das glorias do Paulistano surgiu o grande São Paulo” as páginas trazem diversos textos sobre a história do tricolor paulista e sua fundação em 1930, após a fusão da grande equipe do C.A Paulistano e o A.A das Palmeiras.



Ao centro da página, uma foto do estádio “Cicero Pompeu de Toledo” com uma legenda enaltecendo a grande obra, dando ao São Paulo o título de portador do maior estádio particular do mundo, com capacidade para 200 mil torcedores.



A segunda página continua a enaltecer a inauguração final do estádio e a história da equipe paulistana.



Adriano Zaulkauskas, estudante do sétimo semestre do curso de História, da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

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