Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Tentando romper a submissão


O jornal Movimento de agosto/setembro de 1979 anunciava que as trabalhadoras metalúrgicas de São Paulo estavam organizando o seu primeiro congresso com o objetivo de discutir as más condições de trabalho.

“A remuneração maios baixa para a mulher pelo mesmo serviço feito pelo homem, burla da lei que não permite à mulher trabalhar no período noturno, desrespeito a mulher grávida e o difícil acesso à profissionalização pela trabalhadora metalúrgica, são alguns dos temas que serão debatidos no 1º Congresso da Mulher Metalúrgica de São Paulo.”

“Até agora, cerca de 300 trabalhadoras já confirmaram sua presença, mas a expectativa é de que o comparecimento ultrapasse 500 pessoas.”

A ideia das idealizadoras do evento era, além de debater temas relevantes para a emancipação da mulher operária, aumentar o número de mulheres sindicalizadas em São Paulo.

Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo Jornal Movimento.




segunda-feira, 25 de junho de 2018

41 anos de debate: O feminismo e o apoio as diferentes lutas sociais


Na 108º edição do jornal O Movimento, publicada em julho de 1977, a editoria intitulada “Assuntos” abriga um texto referente a um questionamento levantado durante a primeira Conferência Internacional da Mulher de 1975 que aconteceu no México sob o lema “Igualdade, Desenvolvimento e Paz” e com pauta centralizada na eliminação da discriminação da mulher e no seu avanço social.

De acordo com o artigo que leva o titulo “Feminismo: Descobrindo o que é principal” as dúvidas levantadas na conferência, que geraram um grande debate, foram sobre o papel da mulher e do feminismo perante as demais lutas sociais e se a desigualdade de gênero era resultado do capitalismo, da divisão do trabalho ou de outros fatores. Essas pautas se estenderam também para um simpósio realizado durante uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que ocorreu em 77 com o tema “Implicações de pesquisas sobre os problemas das mulheres no Brasil”.

Para selar o debate no simpósio da SBPC, segundo o relato do jornal, Maria Malta Campos tomou como conclusão que um problema social não exclui o outro necessariamente e Heleieth Saffioti complementou:

(...) “Só uma concepção mecanicista de mudança social atentaria exclusivamente para a contradição principal.”.


Sttefanie Erescov, aluna do quinto semestre de jornalismo da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Jornal Movimento.

segunda-feira, 13 de março de 2017

De volta ao Passado?!

  O acervo do intelectual João Chiarini, tem entre o seu vasto campo de materiais: uma biblioteca, composta pelos mais variados gêneros como, romances brasileiros, ingleses, franceses e estadunidenses,  revistas variadas, livros históricos, geográficos, científicos, legislatórios, religiosos, de vários períodos, datando de 1870 à 1990.

Mariazinha Congilio, escritora cronista, em 1963 publica o livro “Retalhos de rua” enviando um exemplar com a seguinte dedicatória “Para o João Chiarini com abraço amigo de Mariazinha que o saúda no Pilão, 1967 (ilegível)’’.


 Por ser um livro escrito na década de 60, o livro contém muitas frases e pensamentos que retratam a mulher de forma conservadora e machista. No capitulo ‘’Ser mulher é. . .’’ A autora escreve que a mulher está sempre atrelada a figura materna de mãe sendo a sua essência.

‘’Quanta renúncia não é feita por amor ao filho! [...] e muitas vez, por amor destes filhos a mulher perdoa ao marido que a traiu. ’’
‘’A mulher foi criada para ser MÃE!’’

Sobre a igualdade de gênero Congilio escreve:

‘’A mulher não é superior, inferior ou igual ao homem. É diferente.                                       Que homem seria capaz de praticar renúncias semelhantes às de uma mãe?’’

Para a escritora, o lugar da mulher era estava junto ao homem, este representando um porto seguro:

‘’E como poderia a mulher viver, sem sentir a proteção moral e física do homem’’.
‘’A mulher foi feita para completar a vida do homem’’






Maycon Costa, estudante do 3º semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Em Amsterdã, o impulso aos jogos e às mulheres


De 17 de maio a 12 de agosto de 1928, ocorreu em Amsterdã (Holanda) a nona edição da era moderna dos jogos olímpicos com 46 países participando dos jogos (o Brasil ficou de fora devido  uma forte crise econômica).

            No futebol masculino, o Uruguai foi o destaque da competição, seguido pela Argentina.

      O marco mais importante das olimpíadas de Amsterdã não foi nenhum recorde ou surgimento de um mito, mas sim o espaço conquistado pelas mulheres,  que pela primeira vez participaram da modalidade “atletismo”.

Sobre o assunto, a Gazeta Esportiva de 19 de junho de 1996 afirma “Historicamente, o fato mais relevante dos jogos de Amsterdã foi a valorização da mulher como atleta. Esta participação feminina foi considerada uma conquista do Comitê Olímpico da Inglaterra, com o apoio de movimentos feministas da época.”

Confira abaixo o quadro de medalhas e uma tabela com alguns dados desta Olimpíada.




Adriano Zaulkauskas, aluno do oitavo semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.