Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Festival de Artes: 15 anos de CCMW


É isso mesmo pessoal! Dia 09/06 estaremos comemorando 15 anos de Centro Cultural Martha Watts!
Na verdade o prédio é bem mais antigo que isso. Ele data de 1884. Porém, de início, esse belo prédio da Rua Boa Morte foi um internato, onde funcionava o Colégio Piracicabano, sob a direção da missionária norte-americana  Martha Hite Watts.
 
Miss Martha Watts
Com o passar do tempo e com o crescimento do colégio, o prédio original foi sendo desocupado e utilizado para outros fins pela Universidade Metodista de Piracicaba, a UNIMEP. 


Finalmente, em 2003, tivemos o restauro e a inauguração do Centro Cultural Martha Watts, um espaço para divulgação da cultura com apresentações de teatro, exposições, seminários, música, pesquisa e claro, para contar um pouco da história do colégio e de seus personagens. 
Tudo o que acontece no Museu é gratuito ao público e nesse sábado, a partir das 9 horas da manhã, teremos uma linda celebração de aniversário aqui no Centro Cultural. Contamos com a presença de todos!



Olha só a nossa programação do Festival de Arte:
Dia: 09 de junho a partir das 9h. Entrada Franca.


- Canto coral – Coral do Fórum de Piracicaba
Regente - Hilara Crestana 
Pianista – Lucas Bueno Dias

- Recital de Piano - com Cecília Bellato e alunos

- Apresentação Teatral – Grupo de Teatro Universitário da Unimep - Cochicho 

- Caipiras do Plein Air

- Pintura coletiva

- Participação da APAP - Associação Piracicabana dos Artistas Plásticos

 - Exposição fotográfica "O Centro Cultural Martha Watts por outros ângulos e outros suportes" - Curso de Fotografia da Unimep

 - Varal poético – Academia Piracicabana de Letras e Centro Literário de Piracicaba (CLIP) 

- Exibição Projeto: Coletando Memórias

 - Visita ao Museu Prof.ª Jaïr de Araújo Lopes



Apoio:
Apap Piracicaba - Associação Piracicabana dos Artistas Plásticos (APAP)
Academia Piracicabana de Letras
Caipiras do Plein Air
Cecília Belatto
Centro Literário de Piracicaba (CLIP)
Coral do Fórum de Piracicaba
Curso de Gastronomia da UNIMEP
Curso de Fotografia da UNIMEP
Grupo de Teatro Universitário Cochicho
Núcleo Universitário de Cultura
TV Unimep
Unimep - Universidade Metodista de Piracicaba - Oficial

Patrocinadores:
Bolo da Madre
MBM Ideias
CCC Piazza Tintaria




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Martha Hite Watts e a construção de uma História que permanece


            “A diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. Tudo o que o homem diz ou escreve, tudo o que fabrica, tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele”. Marc Bloch





            Martha Hite Watts, missionária e educadora, exerceu importante papel na história educacional brasileira. Essa história continua viva em diversos trabalhos acadêmicos, no âmbito arquitetônico com seu prédio principal inaugurado em 1884, hoje restaurado e transformado em Centro Cultural Martha Watts, além do Colégio Piracicabano com funcionamento atual e, por fim, a Universidade Metodista de Piracicaba, que apesar não ter sido fundada diretamente pela missionária, tal empreendimento pode ser considerado sem dúvida fruto de sua iniciativa.  
            No dia 13 de Fevereiro completa-se 171 anos do nascimento da missionária que de fato “fabricou uma história”. Como é sabido, depois de perder seu noivo durante a guerra civil norte americana, Martha Watts se dedica inteiramente para a vida missionária.
            A missão e seu rumo brasileiro se definiu por meio de um contato realizado entre líderes políticos republicanos da cidade de Piracicaba com um pastor metodista residente em Santa Barbara d’Oeste. Dentre esses líderes políticos destacamos os irmãos Moraes Barros que requisitaram uma educadora metodista para abrir uma escola de pedagogia inovadora, uma vez que as práticas existentes até então eram tidas como retrógradas, pois eram associadas ao império.
            Em setembro de 1881, Martha abre as portas da primeira escola metodista do Brasil que funcionava em um prédio alugado na região central de Piracicaba. A missionária permaneceu na direção do colégio por 14 anos ininterruptos, e em 1895 ela deixa o Colégio Piracicabano e parte para Petrópolis , onde funda o Colégio Americano de Petrópolis. Entre 1900 e 1902 a missionária viaja para Europa e EUA para tratar de sua saúde, em seguida ela retorna ao Brasil e se instala na cidade de Juiz de Fora para trabalhar e auxiliar o internato feminino da cidade. Sua missão se encerra na cidade de Belo Horizonte fundando o Colégio Izabela Hendrix em 1904, onde permaneceu até 1907.
            Depois do trabalho realizado, Martha retorna aos Estados Unidos, falecendo em 30 de setembro de 1909.  A informação relativa ao seu falecimento se deu por conta de uma carta enviada anos mais tarde ao Colégio Piracicabano por uma sobrinha de Watts. Na carta é explicado que a missionária se dirigiria para a Conferência Anual da Igreja e ao descer da carruagem, tropeça e fratura a bacia, após sete meses imobilizada, descobriu-se um câncer e assim ela veio a falecer.
            Em poucas palavras, lembramos da trajetória de Martha Watts, “tudo o que ela disse e escreveu” permanece em suas cartas presentes no livro “Evangelizar e Civilizar” organizado por Zuleica Mesquita. Seu trabalho missionário e educacional construiu uma história que poderá ser rememorada por todos aqueles que  quiserem conhecer mais sobre a missão metodista e a história da educação brasileira aqui no Centro Cultural Martha Watts.



Silvana Meirielle Cardoso, aluna do 7º semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo do IEP.
           


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Parabéns Centro Cultural Martha Watts!


Neste sábado, dia 8 de junho, o Centro Cultural Martha Watts dá início às comemorações de seus 10 anos! 




O prédio, construído em 1884, começou a ser restaurado em 2001 e inaugurado em 27 de junho 2003.











A programação comemorativa continua ao longo do segundo semestre.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Os sons que ecoam da juventude


Banda do Instituto Formar se apresenta no Centro Cultural Martha Watts

Sob um céu de primavera, olhos atentos às partituras e à regência do maestro Marco Abreu, jovens musicistas se apresentam em grande estilo no gramado do Centro Cultural Martha Watts, na manhã do dia 27 de setembro, para alunos do Colégio Piracicabano e transeuntes. Para o regente Abreu, o contato coma a música é primordial na vida dos estudantes, “é esse o público que estará frequentando os espaços culturais e quem sabe, daqui nascerão alguns artistas através do incentivo”.


Formada por instrumentos de sopro e percussão, a orquestra traduz bem o que é “alegria e muito sonho” no “Coração de estudante” - composta em 1983, resultado da parceria de Milton Nascimento e Wagner Tiso – a música era a preferida do ex-presidente Tancredo Neves e é também a composição que Maiara Fernanda de Oliveira mais gosta de interpretar na flauta transversal, “foi ótimo me apresentar hoje aqui, ainda mais para crianças. Crianças adoram música”.

Tocaram com muita sensibilidade, obras de Pixinguinha; Tom Jobim; Chico Buarque e alguns ritmos nordestinos. Multi-instrumentista, Marco Abreu toca clarineta, saxofone e flauta desde os 13 anos de idade e garante: “Os músicos precisam ser versáteis com relação aos instrumentos e aos estilos musicais”.

O repertório que, de acordo com Abreu, é composto a partir da capacidade técnica dos instrumentistas integrantes da Banda, foi nessa apresentação exclusivamente de músicas populares. “É importante que esses jovens ouçam diferentes estilos musicais para discernir o que gosta do que não gosta, além de começar a apreciar a musica instrumental”, comenta Marco Abreu.

“Emociona! Eu sempre gostei de música e tocar é o que eu mais gosto de fazer”, revela Renan Januário. Há três anos na Banda, o músico com apenas 15 anos de idade, apesar de um pouco tímido e de voz mansa, carrega um instrumento pesado e bem grave: a tuba.

Marco Abreu costuma dizer que “a música separa o homem de uma fera”, ela é fundamental na formação do caráter, na maneira de se relacionar com o outro, na conduta disciplinar, “creio que na vida de qualquer instrumentista a música tem essa importância”, completa o maestro.

A música é sem dúvida algo divino, difícil de expressar em palavras então, para agradecer as palmas nada melhor que mais uma música para encerrar a apresentação. E a todas as interpretações fica uma “fermata” do que diz a canção do grupo 14 Bis... “Nossa linda juventude. Página de um livro bom!


Jessica Polliani Coracini, estudante do 6º semestre de jornalismo da UNIMEP.