Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

,

Pages

Mostrando postagens com marcador XV de Piracicaba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador XV de Piracicaba. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Há 50 anos o XV era Campeão


No segundo semestre de 1969 o XV de Piracicaba se sagrou campeão da segunda edição da Copa Brasil Central, campeonato que reunia clubes de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, organizado pelas confederações estaduais e pela Confederação Brasileira de Desportos (Atual CBF).

O torneio contava com 10 times e era disputado no sistema de pontos corridos, com todos se enfrentando em seus domínios.

O XV estreou no Barão da Serra Negra contra o Clube Recreativo e Atlético Catalano - CRAC vencendo pelo placar elástico de 5x0. Partida que credenciou o time piracicabano como forte candidato ao título já na primeira rodada.

Com uma campanha consistente e regular, o XV conquistou o título com um total de 25 pontos, tendo nove vitórias, sete empates e apenas duas derrotas, com 32 gols marcados e apenas 13 sofridos. Em segundo ficaram empatados Goiás-GO e Uberlândia-MG com 23 pontos cada.

A última partida foi um duelo contra o América-SP em Piracicaba, que teve o campeão vencendo a partida por 3x1.




Roberto Carlos Habermann, aluno do 6º semestre do curso de Publicidade e Propaganda da UNIMEP.
Pesquisa realizada no Acervo Rocha Netto.


segunda-feira, 3 de junho de 2019

Estreia profissional do XV


No dia 10 de abril de 1947 que o XV de Piracicaba teve seu primeiro jogo da fase profissional do time. Infelizmente o XV perdeu de 4 a 2 para o Clube de Regatas Flamengo.
Foi um dia também em que o alvinegro estreava os novos refletores do campo, sendo o primeiro jogo noturno do time no profissionalismo, depois de meses sem as luzes no estádio.

“O cortejo teve início às 21h, com a saída do Flamengo. Aos 14 minutos, coube ao meia-esquerda Tião, completando um centro de Adilson, vencer pela primeira vez as redes piracicabanas, estabelecendo 1 a 0. Quando faltava um minuto para terminar a primeira fase, o mesmo jogador, Tião, com chute à meia altura vencia o arco de Bita, terminando essa fase com 2 a 0 pró-Flamengo.”

No entanto, depois de algumas mudanças técnicas no time do Flamengo, chegou a vez do XV diminuir a diferença no placar com um gol de Idiarte. Logo depois, Tião e Adilson marcaram mais dois gols para o Flamengo.

Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.


segunda-feira, 18 de março de 2019

Coutinho, de Piracicaba para o mundo


Antonio Wilson Honório (11/06/1943 - 11/03/2019), mais conhecido como Coutinho, nasceu em Piracicaba e ainda na adolescência já chamava atenção no futebol. Saiu muito cedo da cidade, com uma breve passagem pelo time juvenil do XV de Piracicaba*.
Com apenas 14 anos (17/05/1958), estreou profissionalmente no Santos Futebol Clube, onde formou o ataque mais famoso do mundo com Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Pelé e Coutinho passaram a ser referência, e suas tabelinhas ficaram imortalizadas na história do futebol.
Dono de uma carreira invejável, 5 Campeonatos Brasileiros, 2 Libertadores da América, 2 Mundiais Interclubes, Copa do Mundo de 1962 e outros diversos títulos e prêmios, Coutinho parou ainda jovem, mas seus feitos foram mais que o suficiente para colocar seu nome entre os maiores atacantes de todos os tempos.





Fonte: 100 anos do XV; pag 45.*

Roberto Carlos Habermann, aluno do quinto semestre do curso de Publicidade e Propaganda.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Um século de suor e paixão



No mês de aniversário do XV de Piracicaba, trazemos do acervo Rocha Netto, a revista 100 anos Destemido e Valente. Essa é uma obra conjunta de professores da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), moradores da cidade, ex-jogadores e jornalistas de Piracicaba em homenagem ao time. Sendo lançada no ano do centenário (2013) a obra apresenta diversas histórias e curiosidades sobre o time do interior paulista.

Antes do sumário, a obra conta com diversas declarações de políticos em relação ao time, como Geraldo Alckmin e Aldo Rebelo, ao chegarmos no sumário podemos ter ideia do que a obra apresenta, como “As viagens internacionais” que vão relatar a viagem do XV de Piracicaba à União Soviética para um jogo, a criação do mascote “Nhô-Quim” pelo cartunista Edson Rontani, a Seleção do Centenário que irá apresentar a seleção dos melhores jogadores que passaram pelo time do XV e o Historiador do Nhô-Quim, Rocha Netto, contando um pouco sua trajetória, do início da coleção ao ingresso no jornalismo. 

A revista também conta histórias curiosas de ex-jogadores, como o caso de João Félix, que inventou a bateria, em 1919.




André Bellaz, aluno do 6º semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Goleada Histórica do XV de Piracicaba!


Aproveitando a vitória do XV contra o Desportivo Brasil no último sábado por 1x0, vamos relembrar alguns acontecimentos importantes do XVzão!
O dia em que o XV superou o tricolor!

“No dia 15 de novembro de 1932 o alvinegro disputou uma partida amistosa com a Associação Atlética Sucrérie, seu tradicional adversário. Essa data foi condignamente comemorada, marcando uma vitória espetacular do campeão piracicabano, que comemorava o seu décimo nono ano de vida.”

O jogo teve José de Moraes de árbitro conhecido como “Zé Torresmo”.



“Inicia-se a partida, ressaltando desde logo uma oportuna combinação dos ponteiros alvinegros. Incursionam com presteza através do campo adversário, vencem a resistência das sentinelas  e em três minutos de bombardeio abrem a primeira brecha na cidadela tricolor guardada por Eduardo Farah, o “Satanás Piracicabano”. O centro-avante quinzista Aureo foi o autor do primeiro tento.”
Logo depois vem a A.A. Sucrérie e marca um gol, feito por Zé Polenta. No entanto, no segundo tempo, o XV acaba goleando a Sucrerie, marcando mais 6 gols. Placar final, 7x1 para o XV!


Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Revista do XV


Em 1994, Maurício Cantoni (com ajuda de Rocha Netto) foi responsável por contar um pouco sobre a história do XV de Piracicaba na revista do clube.


Sobre o profissionalismo do XV, Cantoni escreve que:

“No amadorismo o XV ganhou quase todos os títulos do Campeonato da cidade de Piracicaba até o ano de 1946, quando também disputava os regionais. No entanto, a história do clube começou a se desenhar com linhas coloridas no dia 11 de março de 1947, quando o Conselho Deliberativo do XV aprovou seu ingresso na divisão profissional, como um dos fundadores do futebol remunerado do interior, contando com o fundamental apoio do presidente da Federação Paulista de Futebol, Roberto Gomes Pedrosa (goleiro da seleção brasileira de 1934). O alvinegro sagrou-se campeão deste certame, mas como em 1947 ainda não estava em vigor a Lei de Acesso, o clube teve de se contentar em ser apenas “o primeiro campeão profissional do interior do estado”. Presidido em 1948 por Gerolamo Ometto, o XV disputou o primeiro campeonato que dava acesso à divisão de elite do futebol paulista, atuando ao lado de 48 equipes do interior, distribuídas em 3 séries de 14. O alvinegro sagrou-se campeão da série preta com 14 pontos ganhos e enfrentou, nas eliminatórias entre os líderes, o Rio Pardense no Campo do Juventus, vencendo-o por 2 a 1, suplantando ainda o Linense no Parque Antártica pela elástica contagem de 5 a 1. O XV se tornou bicampeão profissional do interior com time inesquecível, composto por Ari, Elias, Idiarte, Cardoso, Strauss, Adolfinho, De Maria, Sato, Picolino, Gatão e Rabeca. O XV teve dois técnicos nesta temporada: Moacir de Moraes e Eugenio Vianni. Segundo o jornalista Delphim Ferreira da Rocha Netto, profundo conhecedor da história do clube, foi no ano seguinte que o alvinegro recebeu o apelido de “Nhô Quim’. Depois de conquistar o torneio início em 1949, passando por equipes tradicionais como Nacional, Palmeiras, Ipiranga e São Paulo o clube piracicabano conquistou grande respeito e prestígio na capital.”

Essa e outras histórias do XV de Piracicaba podem ser pesquisadas aqui no Espaço Memória.


Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Quando o E.C. Corinthians Paulista jogou em Piracicaba...

“O jogo mais importante do XV de Novembro nos seus primeiros anos de vida foi, sem dúvida alguma, quando enfrentou pela primeira vez a equipe do E.C. Corinthians Paulista, que veio a Piracicaba com seu “esquadrão” completo. Para um jogo amistoso, no dia 29 de fevereiro de 1920. O XV já havia enfrentado muitas equipes de projeção do futebol paulista, destacando-se entre elas verdadeiras seleções que aqui compareceram rotuladas com os mais variados nomes.”


Neco e Amilcar

“O Corinthians era uma grande atração. Mas, nas visita que fez ao XV de Novembro, trouxe dois elementos que por si só valiam por um espetáculo. Eram eles os fenomenais jogadores Amilcar Barbuy e Manoel Nunes, o famoso Neco, que se haviam sagrado “Campeões Sulamericanos de Futebol”, ao defenderem a  Seleção do Brasil no campeonato de 1919.”

Toda a comitiva do Corinthians Paulista ficou hospedada no Hotel Central que, infelizmente, já não existe mais.

Quem ganhou o amistoso?

Essa é uma das centenas de histórias e curiosidades sobre o XV de Piracicaba que Rocha Netto escreveu em seu livro “A História do XV – 1913/1931”. O livro está disponível para pesquisa no Centro Cultural.


Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.

Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A coleção de flâmulas de Rocha Netto

O jornalista esportivo Rocha Netto colecionava flâmulas, tendo um total de 248 de vários tamanhos e cores em seu acervo, hoje guardadas no Espaço Memória Piracicabana. Elas representam diversas instituições, times, eventos e datas especiais. Entre essas flâmulas, está a feita em comemoração do aniversário de 200 anos de Piracicaba, em 1967. 

Outra muito interessante é a flâmula com o rosto dos jogadores do time de basquete do XV de Piracicaba, que foi o melhor formado por Piracicaba, estando entre as melhores do Brasil. A equipe foi campeã 9 vezes dos Jogos Abertos do Interior e lançou grandes nomes que posteriormente jogaram na Seleção Brasileira, como Vlamir e Pecente. O técnico Braz também se destacou e foi assistente da seleção brasileira campeã mundial em 1959 e 1963.




Juntamente com as flâmulas, há sete faixas de jogos e times diferentes. Uma delas e também a mais significante é a de 1983, quando o time de futebol do XV de Piracicaba venceu a segunda divisão do Campeonato Paulista. Esse foi um dos títulos mais simbólicos para o time, porque um mês antes, o presidente do time, Romeu Ítalo Ripoli, morreu de câncer de pulmão. Ele investiu bastante no time e acreditava na recuperação da equipe, desejando que eles conseguissem subir para a série A.



Thaís Passos da Cruz, aluna do 5º semestre do curso de Jornalismo da UNIMEP. Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Construção do Barão de Serra Negra, o esperado centro esportivo que Piracicaba almejava

Sem dúvida um dos momentos mais marcantes que Piracicaba viveu nesses 250 anos foi a construção de um estádio à altura das suas tradições esportivas. O Barão de Serra Negra, como é chamado, esteve há muito tempo nos sonhos dos desportistas piracicabanos, pois não conta somente com um campo de futebol, mas principalmente porque traz melhores possibilidades para o atletismo, natação e outras modalidades esportivas para a região.

No acervo do jornal piracicabano O Diário, podemos descobrir um pouco mais do desenvolvimento dessa conquista para a cidade na época, por volta da década de 50 e 60. 

Foram 12 anos de espera pelo estádio desde quando foi assinado em 1953, pelo então prefeito da cidade Dr. Samuel de Castro Neves. A lei nº368 que autorizava “a desincorporação da classe dos bens comum do povo e transferência para a dos patrimoniais do Município, da área de terreno que constitui a Praça Barão de Serra Negra”. 

Estava também designado que naquela área de 48.767,53 metros quadrados deveria ser construído o futuro Estádio Municipal.


Só que a construção do tão aguardado estádio só foi iniciada em 1961, após lei assinada pelo prefeito Francisco Salgot Castilon no final do ano de 1960, autorizando a construção do centro esportivo. Foi aberto um crédito de cinquenta milhões de cruzeiros para atender as despesas da construção.

O jornal O Diário publicou a primeira notícia sobre a construção do estádio, após a assinatura da lei acima, no dia 27 de novembro de 1960 com a foto da maquete do Estádio Municipal, que estava exposta na Prefeitura Municipal. Segundo o jornal, “a parte destinada a futebol comportará 45 mil pessoas”, mostrando que houve uma grande mudança até o resultado final, visto que a capacidade foi reduzida para bem menos da metade, pois ele foi inicialmente na sua inauguração, capaz de comportar 26.528 torcedores, mas devido às restrições legais, teve sua capacidade limitada para 18.799 pessoas, alguns anos depois.


A inauguração do estádio, que ainda estava inacabado, ocorreu quatro anos depois, no dia 4 de setembro de 1965, com o jogo de XV de Piracicaba e Palmeiras, no qual terminou sem balançar as redes. De acordo com o jornal, 10.400 pessoas presenciaram o empate e a renda somou 19 milhões de cruzeiros. Além disso, o time ainda recebeu 100 mil cruzeiros do presidente do time José Luiz Guidotti pelo empate-vitória, conforme publicado no jornal, “a fim de premiar a boa disposição, a garra e a fibra dos quinzistas”, que jogaram com apenas 10 jogadores na partida.
Além do jogo, fazendo parte das solenidades da inauguração do Estádio Municipal, o público assistiu a apresentação de uma banda marcial e de uma escola de samba, houve também a tradicional volta inaugural realizada pelo prefeito da época Luciano Guidotti e sua comitiva. A edição do jornal O Diário do dia seguinte trouxe um balanço do jogo, do estádio e um texto do jornalista Rocha Netto.


Quase dois meses e meio após a inauguração, através da lei nº1365 publicada no dia 18 de novembro, foi dado nome ao Estádio Municipal: “Barão de Serra Negra”. O nome é uma homenagem ao comerciante e agricultor de espírito empreendedor que futuramente se tornou dono de diversas fazendas no interior e um dos homens mais ricos do estado de São Paulo.



Thaís Passos da Cruz, aluna do 5º semestre de Jornalismo da UNIMEP.
Pesquisa realizada no acervo O Diário.






segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Cidade dos Esportes

Ao assumir a presidência do XV de Piracicaba, o engenheiro agrônomo Romeu Italo Ripoli tinha como uma de suas promessas eleitorais a criação desse empreendimento: um estádio para 80 mil pessoas, quadras poliesportivas, piscinas e um prédio para acomodação dos atletas com refeitório e departamento médico. Os alojamentos seriam construídos propositalmente para que formassem o símbolo XV.



O Complexo esportivo ficava localizado em um dos pontos mais altos da cidade, no bairro da Pompéia. Na época, Ripoli afirmava que seria um grande desenvolvimento para a região.
O estádio se chamaria “Almirante Heleno Nunes”, por sugestão de seu amigo particular, o vice-presidente da CBD, José Hermínio de Moraes Nunes. A piscina até chegou a funcionar para os associados.

O empreendimento teve uma grande cobertura da mídia, principalmente do jornal “O Diário”, que tinha como diretor o jornalista Cecílio Elias Neto, um grande amigo do presidente do XV. 


Após a morte de Ripoli, em 1983, o XV entrou em uma crise sem tamanho e a a cidade dos esportes, que estava ainda em construção, nunca foi terminada.

Fábio Barros Martins, aluno do 4º semestre de Publicidade e Propaganda da UNIMEP

Pesquisa realizada no Acervo O Diário.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Adeus de um ídolo

No último dia 25 o país se despediu de uma das maiores referências futebolísticas do país, vítima de um infarto fulminante. Carlos Alberto Torres jogou profissionalmente 19 anos, onde incluem passagens em grandes clubes do país e também jogou no futebol norte americano.

No acervo Rocha Netto temos algumas imagens que mostram a passagem dele pelo futebol. Após se aposentar dos gramados, seguiu carreira de técnico, em seu primeiro ano se consagrou campeão com o Flamengo.


Torres é até hoje reconhecido com um dos maiores jogadores da história, além de uma qualidade técnica, também se destacava pela liderança. Foi o último capitão a erguer a taça Jules Rimet. Como técnico no ano de 1998 dirigiu o XV de Piracicaba, durante a campanha na série A2.

Fábio Barros Martins, aluno do 4º semestre de Publicidade e Propaganda da UNIMEP
Pesquisa realizada no Acervo Rocha Netto

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Glórias do Nhô Quim


Há 40 anos atrás o XV de Piracicaba deixava sua condição de eterno na disputa das últimas posições do campeonato paulista, para um postulante ao título. A campanha quinzista foi surpreendente, a crônica da capital não aceitava a possibilidade do XV ficar à frente dos “grandes” e sempre diziam que o “Nhô Quim” não possuía equipe para isso. Contrariando a todos a equipe chegou ao vice campeonato. 

Nos recortes de jornais que compõem o acervo Rocha Netto, podemos observar a campanha de superação do “Nhô Quim” que, ao fim do primeiro turno, ficou em 9º lugar. A partir do segundo turno a equipe quinzista melhorou sua campanha chegando a duas rodadas do fim do campeonato com possibilidades de título.

Na partida que decidiu o título ao Alviverde, o XV surpreendeu a todos fazendo um grande jogo contra um dos melhores elencos do Brasil, com jogadores que já tinham passagem pela seleção brasileira como no caso do goleiro Leão e do meia Ademir da Guia.

O Paulista de 76 é, até hoje, lembrado pelos quinzistas, pois além da superação dos heróis alvinegros, também participaram o folclórico presidente Romeu Ítalo Ripoli, além do técnico Dema, ex-jogador do Nhô Quim.

Relação dos jogadores que representaram o XV de Piracicaba no Campeonato Paulista de 1976:
Getúlio                                                         Ditinho
Donáh                                                          Joãozinho
Pizelli                                                           Capitão
Nardela                                                        Pitanga
Valdomiro                                                     Almeida
Benê                                                             Renato
Maricata                                                        Ademir Carloni
Vágner                                                          Delém
China                                                             Muri
Volmir                                                            Fernando
Paulinho Massariol                                       
JoãoPaulo
Elói                                                                Técnico: Ademar Lucazzechi (DEMA)


O Acervo Rocha Netto está disponível para pesquisa no Espaço Memória Piracicabana.
                 
                 


Fábio Barros Martins, aluno do 4º semestre de Publicidade e Propaganda da UNIMEP.
Pesquisa realizada no Acervo Rocha Netto.







segunda-feira, 20 de junho de 2016

Tuffy Neujen e o XV de Piracicaba


O extraordinário arqueiro Tuffy Neujen ( ou Tuffy Nuegen), que jogou no A.A. das Palmeiras e mais tarde defendeu as cores do E.C. Sírio, Santos F.C., Corinthians Paulista e seleções  Paulista e Brasileira, no ano de 1921 defendeu o arco do XV de Novembro em partidas amistosas.

“O primeiro amistoso do XV, contando no seu arco o goleiro Tufy, foi disputado contra o União Agrícola Barbarense, jogo esse efetuado debaixo de forte aguaceiro no campo da rua do Conselho. O alvinegro piracicabano derrotou o seu antagonista pela contagem de 3 tentos a 0, cujos gols foram assinalados por Foguinho (2) e Pereira (1). O arqueiro Tufy, o “rei das munhecadas” como era chamado pela imprensa brasileira, por usar os punhos para rebater as bolas chutadas contra seu arco, fez defesas espetaculares para gáudio dos torcedores da nossa cidade.” Rocha Netto no Livro História do XV de Piracicaba – Vol.1

No dia 23 de outubro, Tufy vestiu mais uma vez a camisa número um do XV de Novembro, desta feita contra o América F.C., de São Roque, em novo amistoso. Como de outras vezes, Tufy fez as suas famaosas munhecadas, arremessando a bola no córrego Itapeva, ao lado do campo do XV.

Tuffy nasceu em Santos, no ano de 1898. Ao longo de sua carreira, foi apelidado de Satanás, pois sempre estava com a barba por fazer e usava também costeletas. Além de jogador, participou de um filme,  juntamente com Friedenreich, Ministrinho e Formiga, que tinha como temática o futebol e foi o primeiro do gênero.

Fonte: Google


Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Último adeus!


No dia 28 de outubro de 1983, o engenheiro agrônomo e ex-presidente do XV de Piracicaba, Romeu Ítalo Ripoli veio a falecer vítima de um câncer no pulmão.
Rípoli tinha como seu maior orgulho ter proporcionado ao XV de Novembro sua primeira excursão à Europa, onde naquele tempo apenas os grandes clubes tinham esse privilégio. 

Nessa excursão o clube passou pela extinta URSS, Polônia, Alemanha e Suécia.
Durante sua gestão, marcado pelo amor ao clube, Rípoli arranjou muitas brigas na Federação Paulista e até na CBF, mas porque sempre defendia seu clube do coração. Foi presidente do clube por 14 anos e também foi um dos coordenadores do projeto de construção das arquibancadas do estádio do clube. Além disso, em 1954, deu o pontapé inicial para a construção do ginásio Waldemar Blatkauskas.

Rípoli foi um daqueles dirigentes folclóricos do futebol, sua maior vontade era recolocar o XV de Piracicaba na elite do futebol. Um dia antes de morrer ele deu uma entrevista ao jornalista José Acácio Bueno de Camargo dizendo “Se eu conseguir recolocar o Piracicaba na Primeira divisão do futebol paulista posso morrer tranquilo”.

Rípoli com certeza teria ficado orgulhoso, mesmo vindo a falecer 1 mês antes, o XV foi campeão da série A2 num jogo eletrizante. Os jogadores deram a volta olímpica e fizeram uma homenagem ao folclórico ex-presidente do clube.





Fábio Barros Martins, aluno do 3º semestre de Publicidade e Propaganda da UNIMEP
Pesquisa realizada no Acervo Rocha Netto.



segunda-feira, 25 de abril de 2016

O jogo de três minutos e o rebaixamento do XV


Em 1965, o último jogo do paulista disputado pelo XV de Piracicaba foi contra a equipe do Corinthians. Nesse jogo, o XV perdeu por 7 a 0 e estava técnicamente rebaixado. Chegava ao fim o legado do XV na divisão de elite, onde permanceu por 17 anos. Porém a batalha continuaria nos campos, pois,  ainda havia uma esperança nos tribunais.

No dia 30 de Dezembro de 1965, o Tribunal de Justiça Desportiva julgou o recurso do XV contra a equipe da Portuguesa Santista, devido a interrupção de jogo ocorrido no dia 3 de novembro de 1965, onde a torcida do XV invadiu o campo do Barão de Serra Negra.

Depois de uma longa sessão o tribunal julgou que ambas equipes deveriam dar continuidade à partida interrompida e  que seria  marcada para o dia 15 de janeiro na capital paulista a “continuação”, tendo duração de três minutos. Conforme julgado, uma nova partida foi marcada, ocorrendo no estádio do Morumbi em São Paulo. Um gol do XV dava a permanência na elite aos piracicabanos e rebaixaria a Portuguesa, mas só haveria  3 minutos para cumprir o objetivo. O jogo foi truncado e o XV quase marcou com o jogador Proti aos 30 segundos, porém a partida de 3 minutos terminou sem gols, e o XV foi rebaixado.


Esta curiosa partida e outras da história da equipe piracicabana  são encontradas no livro “A História do XV – 40 anos de futebol profissional – II parte 1947-1987” presente no acervo Rocha Netto. Também é possível encontrar detalhes desta curiosa partida no acervo do O Diário na data de 16 de janeiro de 1966.



Adriano Zaulkauskas, aluno do 8º semestre do curso de História da Unimep.
            Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

XV contra São Paulo F.C. no Barão


Em 1974, o E.C. XV de Novembro não conseguiu classificação para a divisão especial. No mesmo ano chegou a enfrentar, aqui em Piracicaba (SP), um dos grandes clubes da Capital:  o São Paulo F.C. Neste amistoso, o Nhô-Quim acabou derrotado por 2 a 1 pela equipe adversária, que possuía em sua escalação jogadores que fizeram história no futebol brasileiro, como o goleiro Waldir Perez.


O acervo Rocha Neto possui relatórios de todas as partidas da história do XV e, nestas anotações, possuem as escalações das equipes, renda, resultado parcial e final, e outros detalhes da partida. No amistoso de 74, a escalação pode ser conferida abaixo:


No acervo Rocha Neto também é possível conferir as fotos da partida.






Adriano Zaulkauskas, aluno do sétimo semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Feminino de basquete do XV ganha jogo!


“O conjunto feminino de bola-ao-cêsto do XV de Novembro vem registrar um feito honroso, conquistando o tricampeonato estadual, lutando desde  1960 com equipes de categoria, que reúnem expressões do cestobol nacional. E a consumação do objetivo ganhou maior destaque ainda na campanha que vem se  encerrar, pois marcou triunfo dos mais valiosos, principalmente fora de seus domínios, demonstrando que a liderança do bola-ao-cêsto paulista lhe pertence de fato e de direito.”

Assim começa a reportagem da Gazeta Esportiva Ilustrada de 1963, material que faz parte do acervo Rocha Netto. Em 1963, o time feminino de basquete do XV consegue ganhar o tricampeonato, ganhando do Corinthians. O repórter tece elogios ao time, merecidamente, pois há anos o time do XV lutava pelo tricampeonato.

“Sabem os desportistas o que representam atualmente o bola-ao-cêsto feminino do Estado de São Paulo as equipes do Corinthians e do Votorantim. Formam com o time do XV de Novembro o “trio de ferro” do esporte da cesta, aparecendo mesmo como as maiores expressões do Brasil”.








Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.