Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Congresso da UNE em Piracicaba



Congresso da UNE em Piracicaba

O Jornal Movimento circulou na época da ditadura militar no Brasil, e em sua publicação de outubro de 1980, publicou a entrevista com os lideres de um dos movimentos estudantis, a UNE - União Nacional de Estudantes, com intuito de saber as propostas dos líderes e as mudanças que iam gerar. O congresso da UNE ocorreu em Piracicaba.


A finalidade da entrevista era voltada  a conhecer os novos líderes: Aldo Rebelo, Paulo Massoca, Valério Arcary, Alon Reuerwercker, Levi Carneiro, Pablo Magnoni, Jairo Guerman, Frederico Pessoa, Cândido Vacareza. 

Paulo Massoca, que era o ex-candidato a presidente do grupo estudantil pela chapa unidade, falou sobre a importância das eleições para a diretoria da UNE ser com a participação direta dos estudantes, “é uma forma de desmoralizar a ditadura, pois os estudantes realizam eleições diretas e o regime não”, falou também sobre a atual gestão e como a UNE e a greve de 1 milhão de estudantes fortaleceram  os alunos contra a ditadura.  


Um dos grandes temas que circulava no congresso era se deveriam se juntar a UIE- União Internacional dos Estudantes, e o que eles poderiam trazer para a UNE. Massoca defende que deveriam se juntar a UIE e também com a OCLAE - Organização latino-americana, visando fortalecer a unidade e ajudar a paz mundial.


Vanessa Caroline Segredo, aluna do 4º semestre do curso de História.
Pesquisa realizada no acervo Jornal Movimento.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

As melhorias de começo do ano para educação



Na quarta-feira, 9 de Janeiro de 1980, o jornal “O Diário de Piracicaba” publicou uma notícia sobre as melhorias que viriam para a educação em Piracicaba:  a entrega de mais duas unidades do CEPEC (Centros Especiais Polivalentes de Educação e Cultura).


As novas unidades, além da já em funcionamento no bairro de Santa Terezinha, seriam instaladas nos bairros Piracicamirim e Matão, e abrangeriam crianças dos 3 meses aos 11 anos, divididas entre o berçário, creche e educação complementar.

Segundo o secretário de educação, José Maria Teixeira, os alunos teriam atendimento médico, onde os postos de saúde seriam instalados próximos às unidades, o que já ocorria na unidade de Santa Terezinha. E teriam também reforços de aprendizado, visando evitar a repetência e dando uma maior qualidade de ensino.


André Bellaz, aluno do 7º semestre do curso de História.
Pesquisa realizada no acervo O Diário


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

A cronologia de Piracicaba


O historiador Leandro Guerrini, quando funcionário da Biblioteca Pública Municipal, começou a colecionar informações e notas referentes à história de Piracicaba e as registrou em fichas. A partir disso, o fichário foi crescendo e com o passar dos anos o trabalho havia se tornado um hobby de grande paixão do autor.  

Foram dezenas de viagens para cidades como Itu, São Paulo, Rio de Janeiro, para conseguir o máximo de informação possível que lhe desse uma linha cronológica detalhada sobre os acontecimentos que, inclusive, precedeu a fundação de Piracicaba.

O livro, “História de Piracicaba em Quadrinhos”, programado para ser publicado em 1970, atrasou um ano e foi a primeira publicação editorial do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba. Nele temos uma reconstrução histórica dos eventos de importância da região, como a criação da Vila de Itu em 18 de abril de 1654, nascimento de pessoas que fizeram parte da história da cidade e muito mais.

“1 DE AGOSTO – Dando cumprimento as ordens recebidas de D. Luiz Antonio de Souza Botelho e Maurão, governador da capitania de São Paulo, Antonio Correia Barbosa funda oficialmente a Povoação de Piracicaba, para onde viera , na margem direita do rio do mesmo nome“

O primeiro volume encerra-se no ano de 1861, no aniversário da cidade com um “artigo de postura” proibindo o trabalho dos fogueteiros e a utilização da pólvora.


Roberto Carlos Habermann, aluno do quinto semestre do curso de Publicidade e Propaganda da UNIMEP.
Pesquisa realizada no Acervo “Rocha Netto”.





segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Piracicaba, uma declaração de amor


Primeiro de agosto Piracicaba comemorou 252 anos. Para comemorar essa data, deixamos os leitores do blog com um texto do ex-reitor da Unimep, Gustavo Jacques Dias Alvim. O texto foi publicado na Folha de Piracicaba em 1967 também em homenagem ao aniversário da cidade.

Jacques Dias Alvim foi um advogado, jornalista e reitor da Unimep que, infelizmente, veio a falecer ano passado, aos 81 anos de idade.

Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Si a Morte Fôra un Mal, Não Existira



No ano 1890, foi publicado no Rio de Janeiro o livro de poesias “Perolas Falsas” por Castro Lopes. Nele é contado um pouco do nosso Brasil, como a própria natureza e suas diversidades, descrevendo a alma, a beleza e seus defeitos nesse período. No livro, todas as poesias contêm os nomes dos autores que as escreveram.





“Si a morte fora un mal, não existira” (uma das poesias do livro) revela um assunto nas entrelinhas, no oculto, de forma que um não pode viver sem o outro, como descrito nele, o bem e o mal.





Vanessa C. Segredo, aluna do 4º semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.





segunda-feira, 22 de julho de 2019

Seria o fim dos manicômios?


No ano de 1979 o Jornal Movimento fez uma reportagem com o psicanalista Franco Basaglia sobre a obra que o italiano estava lançando no Brasil, “Psiquiatria Alternativa – Contra o pessimismo da razão o otimismo da prática”.

O Movimento demonstrou rapidamente como o autor discorre sobre alguns conceitos como, por exemplo, a miséria e a loucura caminham juntas, pois se a pessoa estiver em estado de miséria, não seria possível ver sua loucura. Ou como a problemática de se colocar os doentes psiquiátricos em manicômios pela vista de não serem produtivos de forma econômica para a sociedade ao invés de tentar reinseri-los.


O papel da psicanálise no século XX, o papel do sindicato e um conceito histórico para a loucura também são apresentados no texto do artigo. No último parágrafo, o autor cita o caso da pornografia e como ela serve para controlar a sexualidade e de como cria a sensação de pseudo liberdade dentro das massas, servindo de modo de manipulação.

André Bellaz, aluno do 7º semestre do curso de História.
Pesquisa realizada no acervo Jornal Movimento.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Nome ou brincadeira?


No dia 10 de janeiro de 1945, foi publicado no jornal “Diário de Piracicaba” uma orientação aos pais e aos tabeliães quanto aos nomes escolhidos para o registro das crianças e afirma a grande responsabilidade deste ato. Na matéria, de Silvio A. de Souza, nos conta a história de um pai que insistiu em nomear seu filhinho de Cretino:
“Um cunhado meu, juramentado, tem feito malabarismos para evitar dislates* de tal natureza; para justificar o que alego, é bastante dizer que um pai queria, a toda “fôrça”, colocar no inocente filhinho o nome de Cretino.”.

O autor também critica a adesão de nomes compridos para as crianças, observando, em contraponto, o nome de um aluno que se chamava Og Sá. De acordo com ele, nome simples e incisivo. Além da quantidade, o uso de nomes de homens famosos, como Benjamin Constant, Rui Barbosa da Silva e etc., era desencorajado por Silvio, já que muitas vezes não condizia com a personalidade da criança que o tinha, comparando isto a “bebidas falsificadas”, ou seja, de excelentes rótulos, mas de sabor duvidoso.
Por fim, o autor brinca com o desprestígio de nomes nacionais e diz que em outra vida, gostaria de ter um nome estrangeiro para mais sucesso:

“Também os nomes nacionais estão muito desprestigiados; e, quanto a mim, quereria voltar em outra oportunidade, aqui mesmo, para o grande S. Paulo, com um nome estrangeiro, bem estrangeiro, para mais sucesso e melhor sorte...”. 


*Dislates significa besteira, bobagem.


Nathália Cristina da Silva, aluna do 6º semestre de História na Unimep.
Pesquisa realizada no acervo O Diário.