Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Narciso em tarde cinza

Narciso em tarde cinza foi escrito em 1965 por Jorge Mautner (escritor e músico). Ele começa o livro citando dois poemas de Maiacovski



Jorge Mautner explica que “Este terceiro volume Narciso em Tarde Cinza, não é o fim da mitologia do Kaos. A mitologia continua fluindo por aí, num outro volume, numa canção, num grito de alegria ou de dor. Em seu penoso avanço em espiral cheio de chuva e sol, de triste-alegre.”
O livro está disponível para leitura no acervo João Chiarini, no Centro Cultural Martha Watts.





Vivian Monteiro, Historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

A mulher e a URSS


Durante a higienização iremos divulgar livros raros do acervo Espaço Memória Piracicabana, como esse aqui

 “Aberta uma informação, dela surge um principio de vida novo e revolucionário, que se refere ao matrimonio, à família e à tutela, para defender os interesses da mãe, a igualdade dos esposos nos bens e na educação e a personalidade destes” Introdução ao Código de Leis do Matrimônio, Família e Tutela – Código da Família Soviética.

“Ao passar os meios de produção a ser propriedade comum, a família deixa de ser a unidade econômica da sociedade. Os trabalhos domésticos se convertem em indústria social. O cuidado e a educação das crianças será um assunto publico. A sociedade se encarrega de todas as crianças por igual, sejam legítimas e ilegítimas.” F. Engels
“De todas as leis que colocavam a mulher numa posição subordinada, não ficou pedra sobre pedra na República Soviética. Podemos asseverar sem nenhum exagero que, fora da Rússia, não há nenhuma região do mundo em que a mulher goze de igualdade completa de direitos, onde ela não seja colocada numa situação humilhante, que se faz sentir particularmente, na vida familiar e quotidiana. Esta era uma de nossas mais urgente e importantes tarefas.” Lenin Obras Completas.

O livro ainda tem um prefácio feito por Raquel de Queiroz, importante jornalista e romancista brasileira.
Vivian Monteiro, Historiadora do Espaço Memória Piracicabana.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

História da música

Chiarini, como um grande estudioso de música regionalista que era, manteve um acervo grande de livros sobre História da Música. 


Livros como “Compêndio de História da música brasileira” de Renato Almeida, “A música no Brasil: desde os tempos coloniais até o primeiro decênio da república”, e dezenas de outros títulos podem ser encontrados no Espaço Memória Piracicabana.

Outros temas também fazem parte do acervo de Chiarini, como livros sobre teatro, literatura (nacional e estrangeira),saúde, fotografia, matemática, entre outros.

Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Suplemente Literário – Gazeta de Limeira


Piracicaba encontramos uma compilação da Gazeta de Limeira – Suplemento literário de 1943 até 1947. No suplemento encontramos poemas e contos de escritores e escritoras locais, além de textos de escritores da América Latina e grandes nomes da literatura brasileira.

João Chiarini também escrevia textos inéditos para o Suplemento




Para além de literatura, também eram discutidos Filosofia e Arte e sempre no final da publicação tinha uma seleção bibliográfica de livros com temas desde matemática, gramática, geografia e assim por diante.




Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Um século de suor e paixão



No mês de aniversário do XV de Piracicaba, trazemos do acervo Rocha Netto, a revista 100 anos Destemido e Valente. Essa é uma obra conjunta de professores da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), moradores da cidade, ex-jogadores e jornalistas de Piracicaba em homenagem ao time. Sendo lançada no ano do centenário (2013) a obra apresenta diversas histórias e curiosidades sobre o time do interior paulista.

Antes do sumário, a obra conta com diversas declarações de políticos em relação ao time, como Geraldo Alckmin e Aldo Rebelo, ao chegarmos no sumário podemos ter ideia do que a obra apresenta, como “As viagens internacionais” que vão relatar a viagem do XV de Piracicaba à União Soviética para um jogo, a criação do mascote “Nhô-Quim” pelo cartunista Edson Rontani, a Seleção do Centenário que irá apresentar a seleção dos melhores jogadores que passaram pelo time do XV e o Historiador do Nhô-Quim, Rocha Netto, contando um pouco sua trajetória, do início da coleção ao ingresso no jornalismo. 

A revista também conta histórias curiosas de ex-jogadores, como o caso de João Félix, que inventou a bateria, em 1919.




André Bellaz, aluno do 6º semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Ruas do Rio de Janeiro


Dentro do acervo de João Chiarini, encontra-se a obra História das ruas do Rio de Janeiro, de Brasil Gerson, clássica obra da academia histórica. A fácil escrita que o autor utiliza facilita a leitura, pois é uma obra escrita por uma pessoa que é historiador, teatrólogo, escritor, jornalista, crítico e roteirista de cinema, e só pode ter como resultado uma escrita dinâmica. Gerson recorta pequenos trechos e de forma envolvente, te capta a devorá-lo. 
Segue um pequeno trecho que fala sobre a famosa Rua do Ouvidor para melhor explicação:

“A substituição de seus 19 lampeões de azeite por bicos de gás foi proposta, pela primeira vez, em 1832, por dois ingleses, Grece e Glegg, impostores ou feiticeiros na opinião de muita gente respeitável, menos de Mauá, que em 1854 inaugurava na cidade a Companhia de Gás, para a iluminação de suas ruas centrais – na do Ouvidor em primeiro lugar.”



André Bellaz, aluno do 6º semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

AI 5


Em 14 de dezembro de 1968 o Diário de Piracicaba noticiava a imposição do Ato Institucional nº 5 e do Ato Complementar 38. O AI 5 impunha várias ações arbitrárias como a cassação de mandatos parlamentares e dos direitos políticos do cidadão, suspendia também a garantia de obter habeas corpus e o Ato Complementar 38 determinava o fechamento do Congresso.  Em dezembro de 2018 completam 50 anos da implementação do AI 5, que foi o período mais aterrorizador da Ditadura Militar brasileira.


Cecílio Elias Neto, claramente incomodado com os rumos políticos do Brasil, escreveu um texto no jornal criticando o AI 5 e o fechamento do Congresso.

“Criança! Não verás um país como este. Onde foi mesmo que eu vi isso? Teria sido Ronald de Carvalho ou Olavo Bilac quem o escreveu? Confesso: estou confuso. E amnésico. Aprendi, por exemplo, que Lincoln – ou teria sido Chacrinha? – teria dito que a democracia era governo do povo, para o povo e pelo povo. Depois, eu li também - e não me lembro talvez se no curso de Direito, se no Pato Donald – que os poderes da República são harmônicos e independentes entre si.  E isso significaria que o Legislativo legisla, o Executivo administra, o Judiciário julga. E, agora, me contam que fecharam o Congresso...Estarei mesmo amnésico?”



Vivian Monteiro, Historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo “O Diário”.