Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Poesia Russa Moderna


“A poesia russa, considerada sobretudo nas três primeiras décadas do século, é das que oferecem maior riqueza e fermentação de rumos dentro da modernidade.” O livro “Poesia Russa Moderna” com tradução de Augusto de Campos e Haroldo de Campos reúne os maiores poetas russos do século XX. Nomes como Andrièi Bièli, Aleksandr Blok, Vladimir Maiakóvski entre outros, compõem a antologia.


“Selecionaram-se poemas de teor participante, lírico, satírico, meditativo, descritivo ou mesmo metalinguístico (poemas sobre o próprio poema ou cujo tema é a exploração da palavra poética em si mesma), suscetíveis todos, no seu conjunto, de dar uma visão do complexo mundo da poesia russa e da sua correlação, não de “harmonia idílica”, mas de “tensão dialética”, como diria ainda Roman Jakobson, com a agitada realidade de seu país, marcada pelo magno acontecimento da Revolução de Outubro”.


O livro pode ser encontrado no acervo de João Chiarini e está disponível para pesquisa.

Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.


segunda-feira, 25 de junho de 2018

41 anos de debate: O feminismo e o apoio as diferentes lutas sociais


Na 108º edição do jornal O Movimento, publicada em julho de 1977, a editoria intitulada “Assuntos” abriga um texto referente a um questionamento levantado durante a primeira Conferência Internacional da Mulher de 1975 que aconteceu no México sob o lema “Igualdade, Desenvolvimento e Paz” e com pauta centralizada na eliminação da discriminação da mulher e no seu avanço social.

De acordo com o artigo que leva o titulo “Feminismo: Descobrindo o que é principal” as dúvidas levantadas na conferência, que geraram um grande debate, foram sobre o papel da mulher e do feminismo perante as demais lutas sociais e se a desigualdade de gênero era resultado do capitalismo, da divisão do trabalho ou de outros fatores. Essas pautas se estenderam também para um simpósio realizado durante uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que ocorreu em 77 com o tema “Implicações de pesquisas sobre os problemas das mulheres no Brasil”.

Para selar o debate no simpósio da SBPC, segundo o relato do jornal, Maria Malta Campos tomou como conclusão que um problema social não exclui o outro necessariamente e Heleieth Saffioti complementou:

(...) “Só uma concepção mecanicista de mudança social atentaria exclusivamente para a contradição principal.”.


Sttefanie Erescov, aluna do quinto semestre de jornalismo da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo Jornal Movimento.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Sinfonia em Dor Maior


No texto de hoje o blog apresenta uma pequena parte do acervo João Chiarini, a obra “Sinfonia em Dor Maior” de Anita Ferreira de Maria.


Antes à apresentação da obra, uma breve apresentação da autora: Original de Avaré, interior de São Paulo, Anita possui nove obras publicadas, foi militante do PTB e fundadora do Museu Histórico em Avaré, o qual recebe atualmente seu nome. Ganhadora do prêmio internacional Pen Club, associação com sede em Londres, e eleita para a Academia Piracicabana de Letras, Anita era amiga de Chiarini e outros intelectuais da época, como Jorge Amado.

Seu livro é composto de pequenos textos que abordam questões como a guerra, a política, meio ambiente e críticas à vida moderna. Com grande influência simbolista, produz textos em homenagem aos poetas Augusto dos Anjos e Cruz e Souza, grandes nomes simbolistas da poesia nacional.

Se você quer conferir esta e mais obras de Anita Ferreira de Maria, venha visitar o Espaço Memória Piracicabana.

André Bellaz, aluno do quinto semestre de História da UNIMEP.
Pesquisa realizada no acervo João Chiarini.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Festival de Artes: 15 anos de CCMW


É isso mesmo pessoal! Dia 09/06 estaremos comemorando 15 anos de Centro Cultural Martha Watts!
Na verdade o prédio é bem mais antigo que isso. Ele data de 1884. Porém, de início, esse belo prédio da Rua Boa Morte foi um internato, onde funcionava o Colégio Piracicabano, sob a direção da missionária norte-americana  Martha Hite Watts.
 
Miss Martha Watts
Com o passar do tempo e com o crescimento do colégio, o prédio original foi sendo desocupado e utilizado para outros fins pela Universidade Metodista de Piracicaba, a UNIMEP. 


Finalmente, em 2003, tivemos o restauro e a inauguração do Centro Cultural Martha Watts, um espaço para divulgação da cultura com apresentações de teatro, exposições, seminários, música, pesquisa e claro, para contar um pouco da história do colégio e de seus personagens. 
Tudo o que acontece no Museu é gratuito ao público e nesse sábado, a partir das 9 horas da manhã, teremos uma linda celebração de aniversário aqui no Centro Cultural. Contamos com a presença de todos!



Olha só a nossa programação do Festival de Arte:
Dia: 09 de junho a partir das 9h. Entrada Franca.


- Canto coral – Coral do Fórum de Piracicaba
Regente - Hilara Crestana 
Pianista – Lucas Bueno Dias

- Recital de Piano - com Cecília Bellato e alunos

- Apresentação Teatral – Grupo de Teatro Universitário da Unimep - Cochicho 

- Caipiras do Plein Air

- Pintura coletiva

- Participação da APAP - Associação Piracicabana dos Artistas Plásticos

 - Exposição fotográfica "O Centro Cultural Martha Watts por outros ângulos e outros suportes" - Curso de Fotografia da Unimep

 - Varal poético – Academia Piracicabana de Letras e Centro Literário de Piracicaba (CLIP) 

- Exibição Projeto: Coletando Memórias

 - Visita ao Museu Prof.ª Jaïr de Araújo Lopes



Apoio:
Apap Piracicaba - Associação Piracicabana dos Artistas Plásticos (APAP)
Academia Piracicabana de Letras
Caipiras do Plein Air
Cecília Belatto
Centro Literário de Piracicaba (CLIP)
Coral do Fórum de Piracicaba
Curso de Gastronomia da UNIMEP
Curso de Fotografia da UNIMEP
Grupo de Teatro Universitário Cochicho
Núcleo Universitário de Cultura
TV Unimep
Unimep - Universidade Metodista de Piracicaba - Oficial

Patrocinadores:
Bolo da Madre
MBM Ideias
CCC Piazza Tintaria




segunda-feira, 28 de maio de 2018

A Revolução Cubana pelo jornal “O Diário”


O jornal “O Diário” circulou na cidade de Piracicaba entre década de 30 até a década de 90. Suas publicações eram sobre fatos gerais nas áreas de esporte, política e cultura tanto em esferas nacionais e regionais quanto estrangeiras.
Apesar de ter o seu foco principal nos acontecimentos da cidade de Piracicaba, esse noticiário impresso reservava com frequência o espaço de uma página inteira para noticiar o que acontecia no mundo.
Em 1959 parte das suas publicações das edições dos meses de janeiro e fevereiro retrataram, através de pequenas notas, os acontecimentos da Revolução Cubana que teve início no dia 1º de janeiro e ganhou espaço na primeira página da edição do dia 03/01 do Diário.



Apesar de não possuírem um representante oficial em Cuba para acompanhar de perto o que ocorria por lá, a redação do jornal utilizou de informações cedidas por agências de notícias da época para noticiar o fato. 
Além de trazer relatos específicos como o intitulado “Fuzilamentos não passarão de 450”, o qual continha informações sobre a declaração que Fidel Castro deu perante centenas de operários dizendo que os fuzilamentos em Cuba não passariam de 450, o Diário também apresentava notas sobre reações dos brasileiros diante da revolução. As edições dos dias 06 e 05 de Janeiro contêm exemplos dessas notas.


A última notícia divulgada entre os dois primeiros meses do ano de 1959 foi veiculada na quinta-feira 05/02 na quarta página e era intitulada “Fidel Castro para presidente da República cubana”.


 Sttefanie Erescov, aluna do quinto semestre do curso de jornalismo da Unimep.

 Pesquisa realizada no acervo O Diário.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Fogo santo?


Com a missa de 20 anos da morte do Frei Sirgrist que será realizada no sábado (26/05), o blog do Espaço Memória Piracicabana traz para o blog um processo do acervo do Fórum referente aos frades capuchinhos em Piracicaba.

O processo tem em seus autos o incêndio ocorrido no convento dos frades no dia 22 de junho de 1911, onde foram ouvidas cinco testemunhas, todas elas membros do convento e da irmandade capuchinha.

O incêndio, de acordo com uma das testemunhas, o frade Camillo de Valda, ao acordar, sentiu um forte cheiro de fumaça vinda da Sacristia, correndo até o local, o frade se depara com o fogo. Com a ajuda de populares e de outros membros do convento, o incêndio é abafado por completo por volta das sete da manhã. Sem danos às pessoas, as testemunhas estipulam o prejuízo de 10 a 15 contos de réis.

Acredita-se que o incêndio, julgado casual, tenha se iniciado por alguma faísca que teria escapado do Turíbulo, devido à benção do Santíssimo realizada na véspera do incidente.
Outra hipótese foi de que algum membro, com o hábito de fumar escondido, tenha se assustado com algum barulho pensando ser um companheiro e jogado o cigarro próximo à sacristia, dando início ao incêndio.

Esse e outros processos estão disponíveis para a consulta no acervo do Fórum do Espaço Memória Piracicabana, no Centro Cultural Martha Watts.

André Bellaz, aluno do quinto semestre do curso de História da Unimep.
Pesquisa realizada no acervo do Fórum.


terça-feira, 15 de maio de 2018

A Seleção já Decolou!


Em ano de Copa não poderíamos deixar passar algumas notas do acervo Rocha Netto. Para o blog dessa semana, o que  chamou atenção foi esse exemplar da Revista Placar de janeiro de 1998, edição nº1135, com o titulo “O Ano do Penta”. Ano em que a Copa do Mundo foi sediada na França e o Brasil, campeão de 1994, era o favorito ao título.



Da página 76 em diante, vários autores e especialistas em futebol debatem sobre as características do time brasileiro e das outras equipes, e até se atrevem a opinar quais são as favoritas e possíveis ganhadoras dos títulos da competição de acordo com suas temporadas passadas. Como demonstrado a seguir, não é nem um pouco velada à certeza de que o Brasil traria novamente o título para casa.

O craque Denilson, meia da seleção de 98, aparece “no topo” da Torre Eiffel – torre símbolo da cidade de Paris, na França – demonstrando como, para os brasileiros, o título já estava quase ganho:


A França contava com uma das seleções mais fortes de sua história em 1998, rivalizando com a geração de 1982-86 liderada por Platini. Desta vez, o grande craque era o atacante Zidane. Os franceses também tiveram um sistema defensivo muito bem montado e a boa fase do goleiro Barthez. Contrariando todas as expectativas dos especialistas esportivos do Brasil, os franceses passaram a primeira fase com três vitórias: 3x0 África do Sul, 4x0 Arábia Saudita, 2x1 Dinamarca. Depois, passaram pelo Paraguai (1x0), pela Itália nos pênaltis, e na semifinal pela surpreendente Croácia por 2x1.

No jogo final, a França dominou o Brasil com surpreendente facilidade e venceu por 3x0, com dois gols de Zidane e um de Petti. A seleção brasileira deixou o Mundial como vice-campeã, mas sem ter uma campanha brilhante. Foram quatro vitórias, duas derrotas e um empate.

A Copa do Mundo de 2018 será a vigésima primeira edição deste evento esportivo e ocorrerá na Rússia, anfitriã da competição pela primeira vez. Com onze cidades-sede, o campeonato será disputado entre 14 de junho e 15 de julho. A edição de 2018 será a primeira realizada no Leste Europeu e a décima primeira realizada na Europa, depois de a Alemanha ter sediado o torneio pela última vez no continente em 2006.

Natália Severino, aluna do quinto semestre do curso de História da UNIMEP.
Pesquisa realizada no acervo Rocha Netto.