Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

XV CAMPEÃO DO INTERIOR!


Jogadores do Nhô Quim viajaram até a capital para enfrentar o C.A Cravinhos na final.



Em 17 de abril de 1932, Nenzo, segundo as palavras do próprio Rocha Netto, “obtém o tento que deu fim ao jogo três minutos antes do tempo regulamentar”. Nesse dia o XV consegue vencer o Cravinhos e conquista o título de Campeão do Interior.
Rocha Netto explica que o jogo em si já foi angustiante, “(...) a luta não terminou no tempo regulamentar, já que o C.A. Cravinhos abandonou o campo quando ainda restavam três minutos para o término do jogo em sinal de protesto contra a legitimidade de tento que deu a vitória ao seu adversário. Essa atitude, que aberra contra os princípios da finalidade esportiva , constituiu sem dúvida alguma mancha negra da partida. O XV obteve o cetro de Campeão do Interior com todas as honras e o gesto antiesportivo do seu contendor, não a reconhecendo como legítima, somente serve para valorizá-la mais, porquanto até o momento  de obtê-la (cinco  minutos antes de findar o encontro) vinha lutando sempre com perseverança e sobretudo com a maior resignação ante os graves erros do juiz em seu prejuízo.”

Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo: Rocha Netto.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Superstições


Capa do trabalho que pertence ao acervo de João Chiarini

          Em um trabalho sobre cultura popular e superstições feito por jovens do ensino médio nos anos 60 a definição de superstição é: “ Tudo tido como culto de algum não verdadeiro nome, algum nome ou coisa que não existe ou é claro e se divide em idolatrias, adivinhações, cerimônias e vãs observações”.

Por exemplo, os romanos eram um povo muito supersticioso e isso ia da consideração do vôo das aves e até a das entranhas das suas vítimas.
Na escrupulosa e totalmente irreligiosa fatuidade dos que receiam como prognóstico de alguma desgraça seguem algumas famosas superstições nacionais retiradas desses trabalhos que datam do ano de 1968:


* Uma árvore derrubada sobre a estrada, nos sertões é sinal de mau agouro.
* Todo aquele que tiver de casar deve entrar na igreja com o pé direito.
* Alfinete apanhado no chão dá felicidade e sorte para a pessoa que o encontram, porém só no dia que apanhado.
* Treze pessoas na mesa de jantar não é um bom sinal.
* Doente que muda a cabeceira da cama é porque vai morrer.
* Quem se despede muitas vezes, morre cedo.
* Não se deve varrer pé de moça solteira, pois essa depois não conseguirá se casar.
* Mostrar uma estrela com o dedo faz nascer verruga.
* Quem lava a cabeça em agosto acaba ficando louco.
* Chinelo virado para baixo é ruim, sua mãe pode morrer.


André Medolago, aluno do quarto semestre de Jornalismo na UNIMEP.


Pesquisa realizada no Acervo: João Chiarini

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O golpe



Capa do Diário de Piracicaba


Lembrando-se de temas recentes como a criação da Comissão da Verdade e protestos pelo país contra torturadores que ainda não foram julgados, no dia 2 de abril de 1964, o Jornal “O Diário de Piracicaba” já anunciava o golpe que deu início a Ditadura Militar.

O falso discurso também se faz presente em trechos como “Lembraram as autoridades que o país está sob o regime da lei e da ordem e que agiram com energia para assegurar a tranquilidade da população” (“Diário de Piracicaba”, 2 de abril de 1964).
Em outro artigo, a perseguição política se mostra mais evidente: “Cerca de 40 deputados poderão ter cassados os seus mandatos” (“Diário de Piracicaba”, 3 de abril de 1964). Entre os 40 deputados cassados, estavam nomes como: Leonel Brizola e Rubens Paiva.
O Acervo dos jornais do “Diário de Piracicaba”, mantidos no Espaço Memória Piracicabana, nos proporciona um rico material para debates e críticas sobre a História da cidade e do país.

Vivian Monteiro, historiadora do Espaço Memória Piracicabana.
Pesquisa realizada no acervo: O Diário

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O folclore e as crianças



Trabalho escolar de uma menina sobre cantigas folclóricas


         Grande incentivador da cultura e do folclore nacional, João Chiarini possui no seu acervo diferentes arquivos e relatos sobre o tema.

No arquivo encontramos lendas, receitas e atividades culturais de todos os cantos do país, e as crianças que são importante parte da formação de uma nação não ficaram de fora.
Várias atividades, como brincadeiras, cantigas, cantos de roda e trava-linguas podem ser encontrados, boa parte destes trabalhos são de crianças entre 8 a 12 anos de colégios de Piracicaba e Itapuí. As crianças sempre citavam entre seus jogos favoritos brincadeiras como damas, elástico, bolinha de gude e amarelinha, já as cantigas mais famosas eram “Atirei o pau no gato” e “Ciranda, cirandinha”.



André Medolago, aluno do quarto semestre de Jornalismo na UNIMEP.

Pesquisa realizada no Acervo: João Chiarini

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Todo mundo um dia foi criança

Rocha Netto jogou nas categorias de base do XV.

Na foto a equipe do infantil do XV que ficou famosa por uma longa invencibilidade. Nela, se destaca o goleiro Delphim da Rocha Netto, que mostrou ser um talento tanto embaixo das traves quanto escrevendo sobre esporte.



O Infantil XV de Novembro(INVICTO) DE 1930 - Em pé, a partir da esquerda: Alaôr Righi Ferraz (bandeirinha), Paulo Afonso Pires (Bisoca), Gumercindo dos Santos, Delphim Ferreira da Rocha Netto, Nelson Berna, Acácio Alves de Souza, Alceu Veiga e o "mestre" Agenor Righi Ferraz.

Ajoelhados: Silvio Falconi, Manuel de Carvalho (Manuelito), Alberto Bononi, Argino Leite e Jorge Ferreira. Na frente o 'mascotinho' João Bartholomeu. No dia 28/09/30 (data da foto), o infantil XV goleou a Barbarense por 6 a 1 na estreia do uniforme doado por Luiz dos Santos.





André Medolago
, estudante do 4º semestre de jornalismo da UNIMEP.
Acervo: Rocha Netto

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Elias Boaventura: “Memórias dos anos 70 e 80”


Boaventura foi presença constante nos jornais devido seu posicionamento político.


          [...]
A exposição Elias Boaventura: Memórias dos anos 70 e 80 é uma iniciativa da Faculdade de Ciências Humanas da UNIMEP, área em que ele atuou academicamente e do Centro Cultural Martha Watts. Este evento é uma homenagem ao Reitor Elias, mas é, também, uma forma de resgatar e difundir um tempo histórico no qual ele teve um papel de liderança. Não foi um tempo tranqüilo, mas uma caminhada de encontros e desencontros, de busca do novo, uma experiência de participação e de redescoberta do brasileiro, que foi vivenciada e fortalecida ainda mais na Universidade.
A mostra é um mosaico, registro de um tempo histórico relevante para a vida da UNIMEP, da educação metodista e de Piracicaba. São fotografias, reportagens e entrevistas que testemunham a atuação e a liderança de Elias Boaventura desde os primórdios da UNIMEP, na década de 1970, marcada pelo início da construção dos campi Taquaral e Santa Bárbara D’Oeste. No início da década de 1980 a celebração do centenário do metodismo em Piracicaba e do Colégio Piracicabano foi um dos eventos mais significativos da nossa história.
[...]
Texto de Almir de Souza Maia – Reitor UNIMEP (1986-2002)/Vice-Reitor (1979-1986)

A exposição vai de 11 a 28 de outubro, na Sala Da Vinci, e conta com reproduções e originais dos acervos IEP, Jornal O Diário e João Chiarini (Jornal Movimento). 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012


Desastre mata idosa em 1923


No dia primeiro de abril de mil novecentos e vinte e três, o fórum de Piracicaba registrou mais um processo, um caso não tão comum pelo menos para a época.
O caso relatado era a morte de uma mulher natural de Piracicaba, Residente no Bairro Alto. ‘L.F.A’ veio a falecer de desastre aos seus oitenta e cinco anos de idade com vários cortes por sua face e pelo corpo, incluindo a amputação de seus antebraço direito e várias partes da pele dilaceradas, segundo o auto de corpo de delito.
 O inquérito policial disse que um automóvel que descia a rua em marcha ré foi a causa do violento acidente, a fatalidade ocorreu a poucos quarteirões de onde a vítima residia.
Pela idade a idosa não poderia desviar ou evitar o impacto, e no fato estava  a mesma acompanhada de um neto pequeno que foi uma das seis testemunhas no processo.


André Medolago,
 aluno do quarto semestre de Jornalismo da UNIMEP.
Pesquisa Realizada no acervo do Fórum.