Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O começo do XV de Piracicaba




Matéria retirada do livro ' A história do XV' de Delphim Rocha Netto


O XV de Novembro de Piracicaba nasceu da fusão entre o “12 de Outubro” e o “E.C.Vergueirense”, sua fundação foi em 15 de novembro de 1913, mas em 11 de outubro do mesmo ano o “Jornal de Piracicaba” publicou a noticia de que mais um clube de “foot-ball” seria inaugurado em Piracicaba, intitulado como XV de Novembro.
O Clube que era constituído por “rapazes distintos” teve seu primeiro campo na Rua do Conselho (atual Governador Pedro de Toledo), no seu inicio de vida, o XV foi dirigido por uma diretoria provisória ate 4 de dezembro de 1913. Sua primeira partida foi dia 16 de novembro de 1913 contra o “Sport Recreio Normalista”, que venceu por 2 a 0.
A primeira vitoria foi quando ganhou o seu primeiro titulo de campeão piracicabano contra o “Sportivo”, que era o detentor da supremacia local desde sua fundação em 1903. Esse jogo ocorreu no dia 18 de outubro de 1914 e foi festejado durante anos pelos quinzistas. O primeiro jogo internacional ocorreu numa quarta-feira, dia 15 de agosto de 1928 no campo quinzista contra o “Peñarol Universitário – Uruguai”, o XV jogava com o nome de Seleção Piracicabana e ganhou a partida por 2 a 1.
O XV de Piracicaba sempre teve um reconhecimento significativo por ser um dos "grandes" times do interior.


Marina Souza Cordeiro, estudante do 2º semestre de jornalismo da UNIMEP.
Acervo: Rocha Netto


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Música sertaneja

Várias publicações de artistas do gênero.

Um dos assuntos do acervo João Chiarini é a cultura popular e o folclore, e uma de suas maiores manifestações é a cultura caipira, berço de muitas lendas, costumes e tradições, entre elas, a música Sertaneja raiz.
As publicações do meio caipira eram muito populares no interior do país, principalmente na região do Centro-Oeste e no interior de São Paulo.
Dezenas de livretos contendo letras, ‘causos’ e notícias sobre os astros da música raiz são encontrados no acervo, entre as grandes duplas nota-se algumas lendas do estilo como Tonico e Tinoco e Tião Carreiro e Pardinho.
Mas também se encontram artistas menos conhecidos pelo grande público, como Sulino e Marrueiro, Nenéte e Dórinho, Campanha e Cuiabano.
No acervo é possível encontrar partituras de músicas não só de raiz, mas também músicas de festas tradicionais como a Festa do Divino e do Cururu.



André Medolago, aluno do quarto semestre de Jornalismo na UNIMEP.
Pesquisa realizada no Acervo: João Chiarini

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Trem atropela e mata na linha férrea


Foto do processo retirado do acervo do Fórum

Na manhã do dia 5 de junho de 1944, na estreada férrea que ligava Piracicaba a Tupi foi encontrado o corpo de um homem morto, com a cabeça arrancada do tronco e com várias lesões típicas de um atropelamento.

O homem em questão foi reconhecido como Alcides, que por sinal tinha certo hábito de beber e era acostumado a passar por aquele trecho da estrada por ser mais rápido o trajeto até a sua casa, no bairro Quebra Dentes, no distrito de Tupi.
O maquinista Rodolfo prestou declarações sobre o acidente, dizendo que não percebeu nenhum homem na estrada devido a uma curva existente no local e pela má visibilidade que ali tinha. Formulou a hipótese que Alcides poderia estar deitado na linha férrea, hipótese aceita pelo delegado, por constatar que a vitima ao caminhar pelo trecho estava alcoolizada.
Ficou apurado que Alcides foi atropelado acidentalmente depois das 22 horas na noite do dia 4 de junho por um trem especial, que após conduzir pessoas para um Congresso Eucarístico, voltava para Piracicaba conduzido pelo maquinista Rodolfo.

Marina Souza Cordeiro, aluna do segundo semestre de Jornalismo da UNIMEP. Acervo: Fórum 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Primeira Impressão


Em 1935 circulava a primeira edição do Diário de Piracicaba



No dia 1 de setembro de 1935 o jornal “Diário de Piracicaba” foi lançado às bancas. Com textos literários e linguagem típica da época o jornal foi visto pelo público.
Anúncios de propagandas e de vendas cobriram o primeiro jornal com fotos e ilustrações dos objetos divulgados. O XV de Piracicaba não pode faltar na estreia do Diário, no caso em questão se tratava de um clássico do interior pelo campeonato inter-municipal entre “Guarany F.C. versus XV de Novembro”. Contou também com a notícia do novo cinema de Piracicaba, o “Broadway”, que tinha data prevista para inauguração no final de setembro.
O jornal “Diário de Piracicaba” mostrou na sua primeira impressão ser um jornal bom e completo, de acordo com a época que esteve em circulação.

Marina Souza Cordeiro, aluna do primeiro semestre de Jornalismo da UNIMEP. Acervo: O Diário

terça-feira, 17 de julho de 2012

Jornais do acervo Rocha Netto

Folha Esporte de 2005, é um dos exemplares que pertencem ao acervo.

O Acervo Rocha Netto, além das mais diversas publicações, livros, flâmulas e revistas ligadas ao esporte, conta com um grande acervo de jornais que vão desde o ano de 1943 até 2007.
Vários jornais de circulação regional e estadual são encontrados no acervo do memorialista, como a “Folha de São Paulo”, “O Diário de Piracicaba”, “A Gazeta Esportiva”, “O Diário de São Paulo”, “Jornal de Piracicaba”, entre outros.
As publicações não se focam somente no esportivo, se encontra no acervo cadernos de economia, cidade, turismo, cultura entre outros.
O Espaço Memória Piracicabana, além do acervo Rocha Netto  disponibiliza para pesquisa o acervo do jornal O Diário de Piracicaba, o acervo de cultura e folclore João Chiarini, o acervo de genealogia Jair Toledo Veiga e o acervo do Fórum de Piracicaba, que contem processos de 1801 a 1946. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 09h às 17h.


André Medolago, aluno do terceiro semestre de Jornalismo na UNIMEP.
Pesquisa realizada no Acervo: Rocha Netto

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Suicídio no Rio Pìracicaba




Um jornaleiro, natural de Laranjal, cometeu suicídio no dia 23 de março de 1922. Doente de tuberculose havia dois anos, decidiu se atirar no Rio Piracicaba e foi levado pela correnteza.
Ele estava internado já havia um mês, quando recebeu alta do hospital. Ao sair, se dirigiu à Rua do Porto, onde tentou o suicídio, mas foi interrompido por um soldado que passava pelo local. Foi levado pelo mesmo até a cadeia, por meio de uma carroça. Ao sair da cadeia, foi em busca de parente para conseguir auxilio para ser internado novamente no hospital. Depois dessa informação, nada mais foi dito, e o homem retornou à Rua do Porto e se atirou no Rio.
As testemunhas locais não quiseram se pronunciar até o pedido judicial. As informações relatadas pelas três testemunhas que foram ouvidas estavam condizentes. As duas primeiras testemunhas visualizaram o momento da queda dele no Rio. Ambas disseram que o homem pardo, estava em um bosque, nomeado Miranda, situado às margens do Rio e que depois teria subido em pedra grande, para depois então, cometer o suicídio. A terceira testemunha relatou o dia anterior ao acontecido, e o momento da interrupção realizada pelo soldado.

Gabriela Andrade Ferraz, aluna do primeiro semestre de Jornalismo da UNIMEP.
Acervo: Fórum 


terça-feira, 19 de junho de 2012

Golpe mal sucedido



No dia doze de janeiro de mil novecentos e quarenta e dois  no cartório de Santa Barbara, Maria, mãe da vitima entra com um processo contra o namorado de sua filha por defloramento. Eles mantinham um relacionamento de dois meses, sendo ela  menor e ele maior idade.
 O culpado em seu primeiro depoimento declara que, seduzi-o a menor com a proposta de casamento e que a amava, mas no dia seguinte reabre o seu depoimento e diz que não “desvirginou” a vitima, que essa já não era virgem antes de telo conhecido e volta atrás com o pedido de casamento.
Foram feitos exames de delito na vitima, e a ouve a constatação de que ela sofrera de abuso, mas não podiam constatar que foi o acusado que a deflorou. O exame constatava que o defloramento era antigo; foram ouvidas testemunhas que declararam que o casal andava por lugares escuros e muitas vezes fumando, isso provava que eles não tinham um namoro com uma boa índole desde começo.
Uma das testemunhas relata que a vítima já namorava antes de conhecer o seu atual par e que ainda eram noivos mesmo conhecendo R.G.. No processo ha uma foto com o antigo namorado no quintal de sua casa, mas a menina afirmava que não eram noivos, eram apenas namorados e que tinha acabado o seu relacionamento um pouco antes de conhecê-lo.
 Sua mãe entra com a alegação de que eles eram de uma família de miseráveis e não possuíam dinheiro, ofereceriam ate seus imóveis para casar com o acusado Só que não conseguiram se passar por miseráveis, pois eram donos de um bar e antigos donos de um bordel em Limeira. A suposta vítima também se contradisse em seus testemunhos, provando que mentia, chegando a ser considerada pelo juiz com uma menina de má índole, largada e filha de uma pilantra. No final do caso, o acusado  foi inocentado do crime.

Leniara Santos, aluna do terceiro semestre de História da UNIMEP.
Acervo: Fórum