Espaço MEMÓRIA PIRACICABANA

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Cinema no Acervo Rocha Netto

Fred Astaire e Rita Hayworth no filme ao compasso do amor.

Para quem pensa que o acervo Rocha Netto se limita apenas ao futebol, eis um ledo engano.
Um dos maiores acervos particulares sobre futebol também inclui uma quantidade grande de pôsteres, fotos e revistas tanto nacionais quanto internacionais sobre a sétima arte, o cinema. O memorialista Rocha Netto declarou em uma entrevista ser grande cinéfilo.
Astros e estrelas como Mary Astor, Douglas Fairbanks, Charles Chaplin, David Bowie, Richard Gere, Kirk Douglas e Sophia Loren são alguns nomes que se destacam entre  todo o material que ocupa um espaço considerável entre os acervos que pertencem ao Espaço Memória Piracicabana.
O Espaço Memória Piracicabana, além do acervo Rocha Netto  disponibiliza para pesquisa o acervo do jornal O Diário de Piracicaba, o acervo de cultura e folclore João Chiarini, o acervo de genealogia Jair Toledo Veiga e o acervo do Fórum de Piracicaba, que contem processos de 1801 a 1946. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 09h às 17h.




André Medolago, aluno do terceiro semestre de Jornalismo na UNIMEP.
Pesquisa realizada no Acervo: Rocha Netto

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Festival de Poesia


Fichas do festival de Poesia


O segundo Festival de Poesia de Piracicaba ocorreu em 1975, com a coordenação de João Chiarini. Foram inscritos cerca de 165 concorrentes, de 63 cidades diferentes, que enviavam suas fichas  com cópias das poesias anexadas . A ficha de inscrição era composta por nome, endereço, escolaridade, título das poesias e em algumas o pseudônimo do concorrente.
Em algumas fichas vinham mensagens diferentes, como a de Darcy Rodrigues, de Limeira, que mandou as suas poesias para Chiarini para serem avaliadas antes de entrarem para o concurso, pois ela temia que elas não fossem consideradas poesias e sim prosas. Maria Albertina (Sula), diz em sua ficha de inscrição que a poesia de número cinco é uma singela homenagem ao radialista João Donchezelli, que desapareceu tragicamente na sua data natalícia, 07.10.1975.
Não houve limite de idade, alguns inscritos ainda cursavam o ginásio, outros eram alunos de odontologia, de relações públicas professores, estudantes de letras, entre outros.
Para a análise das poesias, Chiarini mandou cópias a amigos, e pediu para que respondessem quais eram as poesias de sua preferência, em resposta muitos demonstraram um descontentamento no que leram, um de seus jurados chega a escrever a seguinte frase: “Acho que a poesia morreu. Desgraçadamente!”
A reclamação de que as poesias eram de um nível muito baixo está relatada em algumas cartas, algumas nem chegavam a ser consideradas poesias para os jurados, eram prosas sem ritmo e sensibilidade alguma, assim eles sugerem nas cartas que da próxima vez se faça um concurso entre os “acadêmicos de Piracicaba”. As poesia vencedora foi “O ovo”, de Roberto do Valle. As poesias, as fichas e as correções dos jurados fazem parte do acervo João Chiarini e podem ser vistas no Espaço Memória Piracicabana.


Leniara Santos, aluna do terceiro semestre de História da UNIMEP.
Acervo: João Chiarini

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O que ocorria em 1944 em Piracicaba e no mundo


Enquanto isso em 1944...


No dia 25 de maio de 1944, uma quinta-feria, a principal manchete do jornal “O Diário” falava sobre a Segunda Guerra Mundial e os ataques que estavam ocorrendo na Itália: “O ataque na Itália não representa, naturalmente o início da segunda frente, mas também não pode ser considerado como cooperação isolada”
Além da matéria principal também havia a coluna “A guerra”, com várias informações do que estava ocorrendo na Guerra:

 “A emissora soviética revela que os alemães tentaram uma investida no setor de Stanelovov na Polônia, mas foram dizimados pela artilharia Russa e obrigados a correr, espavoridos para as suas linhas, abandonando as armas.”

Mas o jornal não consistia apenas na Guerra, em Piracicaba ocorreria na próxima semana um concerto de piano, há nas páginas um convite para uma reunião da diretoria do Asilo de Velhice e Mendicidade, uma grande reportagem sobre saúde ocupa metade da segunda página “O que se deve saber sobre difteria”, e o anúncio à fundação de uma agremiação esportiva o E.C Corinthians de Piracicaba, com objetos expostos que pertenciam ao extinto Padeiros F.C.



Leniara Santos, aluna do terceiro semestre de História da UNIMEP.
Acervo: O Diário

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Futebol Argentino

Distintivos de clubes argentinos presentes no acervo de Rocha Netto.


Não é só do XV de Piracicaba que o acervo Rocha Netto vive, nele são encontrados materiais dos mais diversos clubes do país e do mundo, o futebol sul-americano, principalmente o portenho, por exemplo, é destacado com diversos livros, revistas, fotos, pôsteres e flâmulas.
Entre eles se notam, várias fotos e cartazes dos ídolos do futebol argentino, principalmente dos anos 60, 70 e 80 extraídos do jornal ‘Goles’, onde se destacam, entre outros, jogadores de River Plate, Independiente, Racing, Velez e até do Nacional, equipe Uruguaia.
Na seção de livros e revistas, a variedade vai desde os resumos dos campeonatos nacionais dos anos 20, das histórias dos grandes e médios clubes portenhos e até a famosa revista ‘El Gráfico’.
As flâmulas dos mais diversos clubes locais são encontradas, desde os poderosos Boca Juniors e River Plate, até os pequenos Ferro Carril e Platense.



André Medolago, aluno do terceiro semestre de Jornalismo na UNIMEP.
Pesquisa realizada no Acervo: Rocha Netto

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Caso Zaira



Foto do processo.


No dia 27 de junho, às cinco horas da manhã ainda ocorria o baile de casamento da filha de Joaquim, o qual convidou vários amigos e parentes para festejar.

Antonio foi convidado para tocar sanfona, e levou a sua esposa Zaira, que durante o baile dançou com vários convidados, segundo ela por que a noiva insistia, até que foi a cozinha para tomar um café.  Joaquim a seguiu pedindo a sua permissão para uma dança, e ela não aceitou.

Segundo Zaira, Joaquim virou-lhe um bofete na cara indignando- se com a audácia dela de recusá-lo.  Ela diz ter saído do local e chamado seu marido sem informar sobre o fato que acabara de ocorrer para não chamar muita atenção.

Mas segundo testemunhas e o próprio Joaquim, ela o insultou com palavras de baixo calão e esse vendo-se ofendido deu-lhe um empurrão apenas.

Foram feitos exames de delito, o rosto da vitima não obtera nenhum arranhão e nenhuma marca que um tapa poderia ter deixado. No seu depoimento a vitima diz que estava tomando café, e em momento algum as testemunhas mencionaram que ela estava com uma xícara, todos diziam que ela estava a estreita no batente da porta, e o juiz indago-a, se uma mulher que propale palavras de baixo calão também seria bem capaz de ser dissimulada.

Joaquim saiu como inocente do caso, e Zaira acabou se perdendo em meio as suas mentiras.




Leniara Santos, aluna do terceiro semestre de História da UNIMEP.

Pesquisa Realizada no acervo do Fórum.










sexta-feira, 4 de maio de 2012

Tourada portuguesa? Com certeza!

Cidade do interior, receberia evento tipico em evento beneficente.

No acervo João Chiarini são encontradas as mais diversas publicações e livros a respeito de folclore, literatura e cultura, tanto brasileira como mundial. É de se dar destaque em alguns cartazes de eventos culturais e folclóricos ao redor do mundo, principalmente eventos na América Latina e Europa.
Dessa vez, destaco um cartaz em bom estado de conservação de uma festa de divertimento taurino, as touradas em Portugal. A festa aconteceu no ano de 1943, em Almeirim, cidade na região central do país. Destaque para os toureiros espanhóis que fariam parte da festa e para pessoas que “voluntariamente” entrariam na arena como espécie de salva vidas.





André Medolago, aluno do terceiro semestre de Jornalismo na UNIMEP.
Pesquisa realizada no Acervo: João Chiarini